Horas após o caso de latrocínio contra o empresário Antonio Eugênio Pacelli Martin de Mello, de 65 anos, na manhã desta sexta-feira (3), as investigações já apontam um suspeito, detido no mesmo dia.
Logo após a chegada no local, a coleta de depoimentos feita por policiais militares apontou para o suspeito indiciado: Sebastião Araújo dos Santos. Ele estaria envolvido no crime acontecido na Fábrica de Velas Cigana, localizada na passagem Az de Ouro, bairro Levilândia, em Ananindeua.
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Durante as entrevistas com funcionários da empresa, uma trabalhadora relatou conversa preocupante com Sebastião, que é seu sobrinho e também funcionário da fábrica.
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Ela contou que ele havia feito comentários estranhos na segunda-feira (29), dizendo que na sexta-feira ocorreria “um grande evento na fábrica”.
Os policiais localizaram Sebastião, que negou qualquer envolvimento no crime. Ele alegou que sua fala se referia apenas ao pagamento dos funcionários e a planos pessoais.
No entanto, as contradições em seu depoimento levantaram suspeitas. A investigação avançou quando os policiais foram até a casa de outro suspeito, que confirmou ter ouvido Sebastião comentar que “algo grande” aconteceria na empresa.
Diante das evidências e contradições apresentadas, a polícia indiciou Sebastião Araújo dos Santos pelo crime de latrocínio.
Como aconteceu o crime?
O empresário Antonio Eugênio Pacelli chegou à fábrica por volta das 6h para realizar o pagamento dos funcionários. Ao entrar no estabelecimento, foi surpreendido por três homens que chegaram em uma motocicleta.
Os assaltantes roubaram o dinheiro destinado ao pagamento da folha salarial e efetuaram um disparo contra Pacelli, que foi atingido no tórax. Um funcionário socorreu o empresário e o levou ao Hospital Metropolitano de Ananindeua, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Os criminosos fugiram na motocicleta pilotada por um comparsa que aguardava do lado de fora da fábrica.
Quem era Antonio Eugênio Pacelli
Antonio Eugênio Pacelli era um dos nomes mais respeitados do setor produtivo do Pará. Vice-presidente da Fiepa e fundador da tradicional Fábrica de Velas Cigana, ele se consolidou como referência na defesa do desenvolvimento econômico e da geração de empregos no estado.
Na Fiepa, ocupava a vice-presidência e participava ativamente de debates estratégicos sobre inovação, competitividade e expansão do parque industrial paraense.
Sua carreira como empresário e dirigente foi marcada pelo empenho em abrir caminhos para pequenos e grandes negócios, além de sua constante presença em discussões sobre os rumos da economia regional.
Velório e sepultamento
Familiares, amigos e integrantes do setor industrial se preparam para se despedir de Antonio Eugênio Pacelli Martin de Mello. O velório teve início às 20h desta sexta-feira (3) na Funerária Max Domini, situada na avenida José Bonifácio, nº 1550, em Belém.
O sepultamento está marcado para sábado (4), às 11h, no Cemitério Santa Izabel, onde familiares, amigos e membros da comunidade industrial devem prestar as últimas homenagens ao empresário.
A morte de Pacelli causou forte comoção entre representantes do setor industrial paraense. Em nota oficial, a Fiepa lamentou a perda de uma liderança que deixa um legado de dedicação e compromisso com o desenvolvimento do Pará.
Investigações prosseguem
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Pará, que trabalha para identificar e prender os outros envolvidos no latrocínio. As autoridades não descartam a possibilidade de que mais pessoas tenham participado do planejamento do crime.
O latrocínio é um crime qualificado previsto no Código Penal brasileiro, caracterizado pelo roubo seguido de morte, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.







