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sexta-feira, abril 19, 2024
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No mês mundial da água, precisamos falar sobre o “fim” dela

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A água é um elemento fundamental e presente em tudo que fazemos uso direta e indiretamente no nosso dia-a-dia. Para a fabricação de um aparelho celular, estima-se o uso de mais de 12 mil litros de água, água doce, a mais escassa que temos. Seu dia é celebrado desde o ano de 1992, quando a ONU instituiu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água.

Talvez você não se recorde da divisão da água presente no planeta, assunto estudado em meados do ensino fundamental de nossas vidas, mas o tal “planeta água” preenchido por um azul vibrante que vemos de fora da órbita da Terra, é composto 97% por água salgada, que não nos serve de nada a não ser para o lazer dos litorais.

A maior parte da água do planeta é salgada, e para os curiosos que se perguntam: “Não podemos tirar o sal dela? ”, esse processo existe sim, se chama dessalinização, contudo ele ainda é um procedimento extremamente dispendioso e feito até o momento principalmente nos países árabes desérticos, que na ausência da água doce, investe-se pesadamente na transformação da água salgada em água doce.

Dentro dos 3% restantes da água que existe no mundo, 2,2% estão concentradas nas geleiras do planeta (que por sinal estão descongelando devido às mudanças climáticas em curso e do atual estágio de ebulição global da Terra); 0,6% estão nos subsolos, nos chamados reservatórios subterrâneos ou aquíferos (que o Brasil possui reservas gigantescas que se retroalimentam com a água das chuvas que são absorvidas e filtradas pelo solo); 0,1% dessa água está na atmosfera em forma de nuvens e somente 0,1% dessa água doce planetária está disponível nas superfícies em forma de rios e lagos, que temos em abundância no Pará por exemplo.

Sim, de toda a água disponível no mundo, a água que utilizamos para plantar, cozinhar, alimentar os animais que nos alimentam, para tirar a nossa sede, para lavar nossas roupas, louças e tudo, para o lazer nas piscinas, parra irrigação de lavouras, toda essa água corresponde a esse ínfimo 0,1% da água superficial doce disponível diante dos nossos olhos, por isso devemos conscientizar cada vez mais a população e as novas gerações (que são as que mais irão sofrer os impactos dessa falta d’água potável no mundo), de modo com que não se polua uma praia (atitude infelizmente comum dentro dos balneários e ilhas paraenses), não se desperdice água e não a tratemos como um bem infinito, pois nas ficções científicas, temos diversos caminhos para se chegar a essa escassez e aos diversos caos que esse contexto trará para a humanidade.

A Região Norte do Brasil está o maior rio de água doce do mundo, o Rio Amazonas, que deu um susto no planeta devido a sua seca sem precedentes no ano de 2023, pois se o maior rio do mundo secar, como viveremos? O planeta pede ajuda, e a água está nos alertando há décadas pedindo socorro.

No dia mundial da água, devemos disseminar conhecimento sobre ela, olhar para ela com o sentimento do cuidado e da preservação, aproveitá-la e usá-la com criticidade, visando preservar esse recurso tão essencial para a nossa e para as futuras gerações. 

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