Nesta quinta-feira (15/10), o Theatro da Paz será palco para um evento especial em homenagem aos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), considerado a instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia. A celebração vai unir ciência e cultura amazônica em uma programação que reúne autoridades, pesquisadores, servidores, aposentados, colaboradores e parceiros.
Fundado no dia 06 de outubro de 1866, o Museu iniciou as comemorações no dia do aniversário, com atividades educativas no Parque Zoobotânico, e agora recebe a homenagem em um dos principais espaços culturais do Pará.
Conteúdos relacionados:
- Trem da Vale terá viagens diárias em 2027 entre Pará e Maranhão
- Pará terá reforço na saúde para enfrentar efeitos do El Niño
- Exportações minerais do Pará avançam 23,5% em 2026
A solenidade terá início às 19h30, com pronunciamentos do diretor do MPEG, Nilson Gabas Júnior; do diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença; do secretário de Estado da Cultura, Bruno Chagas Ferreira; e do embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock.
Já às 20h, a Amazônia Jazz Band assume o palco. Fundada em 1994, a orquestra é reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Belém pela Lei nº 10.292/2026. Antes do evento, às 18h30, representantes das instituições envolvidas estarão disponíveis para entrevistas com a imprensa.
A homenagem é promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e pelo Theatro da Paz, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil. Inaugurado em 1878, o teatro foi reconhecido pela Unesco, em julho deste ano, como Patrimônio Cultural da Humanidade, ao lado do Teatro Amazonas, em Manaus, por meio da candidatura conjunta “Teatros da Amazônia”. O Museu Goeldi é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A trajetória do MPEG começou sob a liderança do mineiro Domingos Soares Ferreira Penna, primeiro diretor da instituição, entre 1871 e 1888. O trabalho foi consolidado durante a gestão do naturalista suíço Emílio Goeldi, de 1894 a 1907, responsável por avanços na organização administrativa e científica do Museu.
Também passaram pela direção o suíço Jacques Huber (1907-1914) e a alemã Emília Snethlage (1914-1921), primeira mulher a dirigir um instituto científico na América do Sul.
Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
As parcerias institucionais também se refletem na restauração da Casa Goeldi, antiga residência dos primeiros diretores do Museu, localizada no Parque Zoobotânico, no bairro de São Brás. A construção, em estilo “Rocinha”, abrigou Emílio Goeldi, Jacques Huber e Emília Snethlage.
O projeto de restauração reúne a Secult, a Embaixada da Suíça, empresas privadas e os institutos Peabiru e Pedra, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (Iphan Pará). As obras já estão em andamento e devem prosseguir ao longo de 2027.
Após a restauração, a Casa Goeldi será destinada ao diálogo, à cooperação e à capacitação de povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e outros grupos tradicionais. A iniciativa segue a Portaria MPEG nº 503, de 13 de abril de 2026, e busca dar novo uso ao patrimônio histórico da instituição, fortalecendo a relação com as comunidades amazônicas.



