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domingo, julho 14, 2024
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Mulheres em cadeias paraenses produzem 5 mil ovos de Páscoa

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No ano passado, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), junto à Diretoria de Trabalho e Produção (DTP), iniciou um programa que visa incentivar a produção de ovos de Páscoa para serem doados às crianças. Neste ano, a previsão é de que mais de cinco mil ovos serão distribuídos neste ano durante a Páscoa. 

Os ovos estão sendo produzidos pelas internas da Unidade de Custódia e Reinserção Feminina (UCRF) de Ananindeua. Ainda serão produzidas trufas e chocolates decorativos. Ao todo, serão utilizados cerca de 350 kg de chocolate.

O início da distribuição dos primeiros mil ovos ocorreu nesta quarta-feira, 27, para os servidores da Seap com filhos menores com idade até 12 anos. No sábado, 30, haverá a distribuição de mais mil ovos às crianças que moram na Vila de Americano, em Santa Izabel do Pará, na Região Metropolitana de Belém. No próximo dia 5 de abril acontece a terceira e última doação, que vai contemplar os filhos dos internos do sistema prisional da Região Metropolitana de Belém (RMB), inscritos para realizarem visitas.

Conforme Belchior Machado, diretor de trabalho e produção da Seap, o sucesso do ano passado fez a Seap optar por dobrar a quantidade de ovos este ano. “Ano passado fizemos mil ovos, este ano decidimos alcançar mais crianças porque o trabalho prisional tem a potencialidade de contribuir com a sociedade de muitas formas, sobretudo com suas produções, que em datas simbólicas como a Páscoa geram produtos a serem doados no intuito de gerar alegria e fraternidade entre as pessoas”, afirma.

Para Machado, mais do que levar a doçura do chocolate às crianças, a ação da Seap também contribui para a reinserção social das internas que aprendem um ofício dentro do sistema prisional. “A aproximação do sistema penitenciário com a sociedade é fundamental para o processo de reintegração social das pessoas privadas de liberdade, e ações como essa são fundamentais para demonstrarmos a capacidade do sistema contribuir com a paz social”, assegura Belchior.

Experiências – A interna Carla Gomes já fez diversos cursos dentro do sistema prisional e participou da confecção dos ovos do ano passado. “Esse trabalho tem sido muito gratificante, pois é uma experiência nova que vou poder utilizar quando eu sair daqui. Vai ser uma mudança de vida”, conta.

Ana Beatriz Silva comemora o aumento da quantidade de ovos. Ela também reforça que o aumento na prática constante da panificação lhe rendeu uma nova profissão. “Eu fiquei muito pensativa fazendo esses ovos, porque não posso estar lá fora produzindo eles, preparando para vender, mas estou muito feliz em saber que outras crianças vão receber o fruto do meu trabalho, que são esses ovos”.

Trabalho prisional – No Pará, há mais de 3 mil internos em atividades laborais dentro e fora das 54 unidades prisionais, trabalhando seja por meio de contratos diretos com a Seap, ou mediante a convênios com empresas ou órgãos públicos. A Seap garante direitos aos internos e assegura que sejam exercidas diversas modalidades de trabalho, entre elas o remunerado com um salário mínimo vigente e o pagamento de previdência social, garantindo a remição de pena, a cada três dias trabalhados, um dia de pena é reduzido, de acordo com a Lei de Execução Penal nº 7.210, de 11 de julho de 1984

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