O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ajuizou uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), apontando seu suposto envolvimento em um caso de desmatamento ilegal no município de Ipixuna do Pará, no nordeste do estado. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (17) pelo jornalista Carlos Petrocilo, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Segundo a ação, Daniel Santos teria utilizado um suposto “laranja ambiental” para tentar evitar o pagamento de multas milionárias aplicadas em decorrência da supressão irregular de vegetação nativa. O Ministério Público sustenta que a estratégia teria sido usada para ocultar a verdadeira propriedade da área autuada.
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De acordo com a denúncia, uma fazenda atribuída ao ex-prefeito foi responsabilizada pelo desmatamento ilegal de 749,52 hectares de floresta primária localizada em área de reserva legal. As infrações ambientais resultaram em multas que somam aproximadamente R$ 4,7 milhões.
Ainda conforme o processo, em agosto do ano passado a titularidade do imóvel rural foi transferida para o empresário Kleyton Oliveira de Abreu. Para o promotor de Justiça Igor Dantas, a mudança teria ocorrido com o objetivo de mascarar a propriedade da fazenda, classificando o empresário como um suposto “laranja ambiental”.
A reportagem informa ainda que o juiz Francisco Waler Têgo Batista, da Vara Única de Ipixuna do Pará, citou Daniel Santos em decisão proferida no último dia 2 de junho. O magistrado concedeu prazo de dez dias para que o ex-prefeito apresente defesa e se manifeste sobre as acusações formuladas pelo Ministério Público.
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