O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é uma taxa anual cobrada pelas prefeituras sobre imóveis urbanos, sejam eles residenciais ou comerciais. Mais do que uma obrigação fiscal, ele é fundamental para manter a cidade funcionando. Isso porque é com esse recurso que ruas são conservadas, praças são iluminadas, lixo é coletado e a infraestrutura urbana continua em ordem. Em outras palavras, o IPTU ajuda a transformar o espaço em que vivemos em um lugar mais organizado, seguro e agradável.
Contudo, no município de Ananindeua, moradores denunciam o aumento do IPTU em 2026, que sofreu ajustes considerados abusivos, enquanto os serviços básicos oferecidos pela prefeitura permanecem insuficientes. A disparidade entre o valor pago e a qualidade da infraestrutura tem gerado insatisfação e protestos entre os cidadãos.
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Segundo a reportagem de Renan Melo, da RBA TV, os carnês deste ano chegam a R$ 1.400, valor próximo a um salário mínimo. Em algumas localidades, como o Conjunto Tucuruvi, as cobranças atingem até R$ 22 mil, cerca de 30% a mais do que em 2025. Esses aumentos aumentam o debate sobre a transparência na aplicação dos recursos públicos.
A moradora Graziele Moreira relata que melhorias dentro dos condomínios são praticamente inexistentes. “Serviços como coleta de lixo, iluminação e manutenção de ruas são negligenciados, e nós precisamos arcar com reparos por conta própria”, afirma. A situação evidencia a frustração com a gestão local, que não atende às demandas mais básicas da população.
A reportagem também destacou que, apesar da arrecadação do imposto, os serviços públicos permanecem deficientes. Nesta semana, outra reportagem do Bora Cidade mostrou que a coleta de lixo doméstico deixou de ser realizada pela prefeitura e só foi retomada após a exibição da matéria.
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Dona Nazaré, outra moradora do munícipio, lembra que o carnê do IPTU ainda inclui uma taxa de R$ 300 destinada à coleta e tratamento de resíduos sólidos, mas que os problemas na região persistem. “Ficamos sofrendo com alagamentos, falta de iluminação, e a burocracia impede qualquer ação rápida da prefeitura. É um espaço vazio”, comenta.
Assista a reportagem do Bora Cidade:







