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Mãe de paraense preso na Guerra da Ucrânia faz apelo por notícias do filho

A apreensão tomou conta da rotina da família de Herik Ferreira Soares, de 23 anos, natural de Castanhal, na Região Metropolitana de Belém. O jovem, que deixou o Pará em fevereiro deste ano para integrar as forças de combate da Ucrânia, está preso após ser capturado pelo exército russo durante a guerra.

Em entrevista, a mãe de Herik contou que a última conversa com o filho aconteceu em 15 de maio. Desde então, a família passou semanas sem qualquer informação sobre o paradeiro do jovem. “O último dia em que eu me comuniquei com ele foi dia 15 de maio. Ele falou que ia para uma missão e não retornou mais. Quando foi dia 29 de maio, mandaram mensagem para mim informando que ele estava desaparecido”, relatou.

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A confirmação de que Herik estava vivo veio apenas depois da divulgação de um vídeo em canais ligados às forças russas no Telegram. Nas imagens, o paraense aparece chorando e afirma ter sido feito prisioneiro durante os combates.

Família busca informações

Sem contato direto com o filho, a família tenta reunir informações sobre a situação do jovem e aguarda esclarecimentos das autoridades.

No vídeo divulgado pelos russos, Herik afirma que foi recrutado com a promessa de atuar em funções de retaguarda, longe da linha de frente dos combates. Segundo ele, a realidade encontrada foi diferente. “Eles mentiram para mim e me colocaram na linha de frente”, declarou o jovem durante o registro.

Ainda nas imagens, Herik agradece aos militares russos pelo atendimento médico recebido após a captura e envia uma mensagem emocionada aos familiares. Ele pede perdão à mãe, diz sentir saudades da família e demonstra arrependimento por ter participado do conflito.

Itamaraty acompanha o caso

O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Moscou, que acompanha o caso do brasileiro e mantém contato tanto com a família quanto com autoridades russas em busca de informações adicionais.

Segundo o Itamaraty, a assistência consular está sendo prestada dentro dos limites previstos pela legislação nacional e internacional. O órgão destacou que situações envolvendo brasileiros que se alistam em forças armadas estrangeiras possuem características específicas, o que pode limitar parte do apoio oferecido pelo governo.

O ministério também reforçou o alerta sobre os riscos enfrentados por cidadãos brasileiros que decidem participar de conflitos armados no exterior, lembrando que há registros de mortes e desaparecimentos de estrangeiros em zonas de guerra.

Enquanto aguarda novas informações, a mãe de Herik vive a expectativa de receber notícias do filho e mantém a esperança de vê-lo retornar ao Brasil em segurança.

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