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sexta-feira, abril 19, 2024
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Lula: “Não queremos transformar a Amazônia num santuário”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a agenda diplomática bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em Belém, nesta terça-feira (29), falou sobre o desmatamento na Amazônia e a importância dos povos indígenas.

Com a presença de lideranças indígenas, ele lembrou a importância da demarcação de terras, e afirmou que a quantidade de terras demarcadas para os povos indígenas hoje, no Brasil, não é suficiente para a manutenção da cultura e do estilo de vida das populações originárias. Ele afirmou, também, que os seus governos foram os que mais demarcaram terras indígenas no Brasil.

O presidente também se comprometeu em acabar com o desmatamento na Amazônia até 2030, e fez um apelo aos países desenvolvidos. “A gente vai acabar [com o desmatamento] para provar ao mundo que nós vamos preservar nossa Amazônia. E nós queremos convencer o mundo de que o mundo que já desmatou tem que contribuir, de forma muito importante, para que os países que ainda têm florestas mantenham as suas florestas em pé”.

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Ele disse também que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que será sediada em Belém em 2025, é importante para que o mundo ouça a Amazônia e aquilo que os povos da Amazônia querem. 

“Nós não queremos transformar a Amazônia num santuário da humanidade. O que nós queremos é compartilhar com o mundo a exploração e a pesquisa da nossa riqueza de biodiversidade, mas que os indígenas possam participar de tudo o que for usufruído do território”, disse.

Nobel da Paz

O presidente Lula também se comprometeu com a indicação do cacique Raoni ao Prêmio Nobel da Paz, e pediu que o presidente Macron se junte a ele. Macron condecorou Raoni Metuktir com a legião da honra, maior honraria francesa, durante a viagem ao Combu.

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“Se depender de mim, e espero que se depender do Macron, a gente consegue fazer com que, pela primeira vez, uma indígena, com mais de 90 anos de idade, representando o povo indígena brasileiro, possa receber o Prêmio Nobel da Paz”. 

Segundo ele, ninguém em todo o planeta é mais merecedor de vencer o Nobel da Paz que o líder indígena.

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