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Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique Medeiros chega ao 8° dia

Mais de cinco anos após a morte do menino Henry Borel, o caso que comoveu o país segue mobilizando atenção nacional e entra em uma fase decisiva no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O julgamento dos réus acusados pela morte da criança avança para o oitavo dia nesta segunda-feira (1º), com expectativa de novas oitivas e aprofundamento da fase de instrução no plenário.

A sessão foi retomada às 10h no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, onde são julgados Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros.

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A expectativa é de que o julgamento avance para os depoimentos das testemunhas ligadas à defesa de Jairinho. O sétimo dia de júri, realizado no domingo (31), foi marcado pelo depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, que apresentou relatos considerados relevantes para o andamento do processo.

Durante a oitiva, a testemunha afirmou ter sido orientada por Monique a apagar mensagens e omitir informações após a morte de Henry, ocorrida em março de 2021. Segundo ela, houve situações consideradas suspeitas envolvendo o ex-vereador e a criança.

Thayná relatou que, em pelo menos três ocasiões, Jairinho levou Henry para um quarto, permanecendo sozinho com o menino por algum tempo. Após esses episódios, segundo a babá, a criança reclamava de dores e apresentava sinais físicos incomuns.

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Ainda de acordo com o depoimento, em alguns desses momentos havia som alto no ambiente ou silêncio absoluto. A testemunha afirmou que Henry chegou a relatar dores na cabeça, dificuldades para caminhar e, em uma chamada de vídeo, teria dito que o “tio” havia batido nele.

Segundo a defesa da babá, após a morte da criança, ela e outra funcionária teriam sido levadas a um escritório de advocacia, onde teriam sofrido pressão para alterar versões e apagar conversas.

Concluída a fase de depoimentos, o rito processual prevê o interrogatório dos réus, momento em que ambos poderão apresentar suas versões sobre os fatos.

Jairinho responde sob acusação de ter cometido as agressões que resultaram em 23 lesões e na morte de Henry. Já Monique é acusada de homicídio por omissão, sob a tese de que tinha conhecimento das agressões e não agiu para impedir.

Após os interrogatórios, o julgamento seguirá para os debates entre Ministério Público e defesa. A decisão caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados, que decidirão pela condenação ou absolvição dos acusados.

Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça poderá determinar a prisão imediata dos réus ainda no plenário.

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