Ter um bom currículo e experiência profissional continua sendo importante, mas já não é suficiente para garantir uma vaga no mercado de trabalho. Em 2026, as empresas estão cada vez mais em busca de profissionais que aliem conhecimento técnico às chamadas competências comportamentais, como proatividade, boa comunicação, inteligência emocional e capacidade de resolver problemas.
Além disso, o avanço das novas tecnologias fez com que conhecimentos em ferramentas digitais e inteligência artificial também passassem a ser considerados diferenciais em diversas áreas.
Responsável pelo recrutamento e seleção da GK Brand Belém, loja localizada no Pátio e Boulevard Shopping, a gerente Mônica Paixão afirma que, durante um processo seletivo, o comportamento do candidato costuma pesar mais do que o tempo de experiência.
“Hoje, as competências comportamentais fazem toda a diferença. Uma pessoa proativa, por exemplo, não espera receber ordens para agir. Ela identifica um problema, busca uma solução e toma iniciativa. Isso é muito valorizado pelas empresas”, explica.
Segundo ela, a experiência pode ser adquirida com o tempo, mas características como comprometimento, responsabilidade e disposição para aprender são essenciais desde o primeiro dia de trabalho.
Comunicação ainda é um dos maiores diferenciais
Entre as habilidades técnicas mais importantes, Mônica destaca a comunicação. “Saber conversar com o cliente, interagir com a equipe e se comunicar de forma clara faz toda a diferença. Em qualquer empresa, principalmente no comércio, o relacionamento com as pessoas influencia diretamente na qualidade do atendimento e nos resultados”, ressalta.
Além da comunicação, competências como organização, trabalho em equipe, gestão do tempo e capacidade de adaptação continuam sendo muito valorizadas pelos recrutadores.
Inteligência artificial virou aliada do profissional
Com a popularização da inteligência artificial, muitos profissionais passaram a se perguntar se a tecnologia poderá substituir trabalhadores. Para Mônica, a resposta é não.
“A inteligência artificial não veio para tirar o lugar do funcionário. Ela se tornou uma ferramenta de trabalho que facilita o dia a dia. Hoje, ela ajuda no atendimento ao cliente, na criação de conteúdos para redes sociais e em diversas atividades da rotina das empresas”, afirma.
Por isso, segundo a gerente, quem busca uma oportunidade no mercado precisa estar disposto a aprender a utilizar essas ferramentas. “O profissional não precisa ser especialista em tecnologia, mas é importante ter noções básicas sobre inteligência artificial e outras ferramentas digitais para utilizá-las a seu favor e oferecer um atendimento cada vez melhor.”
Quer saber mais notícias do Pará? Acesse nosso canal no WhatsApp
Erros que podem comprometer a contratação
Mesmo quando o candidato possui qualificação, alguns comportamentos podem diminuir suas chances de contratação.
Entre eles, Mônica cita expectativas salariais incompatíveis com a realidade da vaga e da categoria profissional. “É importante que o candidato conheça a média salarial da função antes da entrevista. Quando a expectativa está muito acima do que a empresa oferece, isso pode dificultar a contratação.”
Além disso, demonstrar falta de interesse pela empresa, responder de forma superficial às perguntas ou não conhecer minimamente a vaga também costumam causar uma impressão negativa durante o processo seletivo.
O que chama a atenção dos recrutadores?
Para Mônica, uma atitude simples pode demonstrar que o candidato está realmente interessado em construir uma carreira.
“O que mais me chama a atenção é quando a candidata pergunta se existe oportunidade de crescimento dentro da empresa. Isso mostra que ela quer evoluir profissionalmente, está disposta a aprender, se dedicar e construir uma trajetória na equipe. Esse tipo de postura costuma ser visto com muito bons olhos.”
Segundo a gerente, candidatos que demonstram interesse, fazem perguntas, mantêm uma postura profissional e mostram vontade de aprender acabam se destacando durante as entrevistas.
Como desenvolver essas habilidades?
A boa notícia é que muitas das competências mais valorizadas pelo mercado podem ser desenvolvidas sem grandes investimentos. Cursos gratuitos disponíveis na internet, treinamentos, leitura, participação em projetos, prática no ambiente de trabalho e o uso consciente de ferramentas de inteligência artificial ajudam no desenvolvimento tanto das habilidades técnicas quanto das comportamentais.
Mais do que reunir certificados, o mercado de trabalho busca profissionais capazes de aprender continuamente, trabalhar em equipe, se comunicar bem e acompanhar as transformações tecnológicas. Em um cenário de constantes mudanças, essas competências têm se tornado um dos principais diferenciais para conquistar uma vaga e crescer na carreira.






