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Família pede justiça por morte de jovem na UPA da Cidade Nova

A despedida de Luiz Felipe Duarte, de 18 anos, foi marcada por dor, revolta e pedidos de justiça por parte da família na manhã desta terça-feira (12), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. O caso, que ganhou grande repercussão nesta última semana, mobilizou familiares e amigos durante o sepultamento do jovem no Cemitério Parque dos Girassóis, no bairro Águas Brancas.

Em entrevistas exclusivas concedidas à equipe de reportagem do Bora Cidade, familiares denunciaram suposta negligência médica durante os 13 dias em que Luiz Felipe permaneceu internado na UPA da Cidade Nova. A avó do jovem fez um apelo para que o caso não fique impune. “Eu venho pedir justiça para que não fique impune o que aconteceu com o meu neto. Foi uma negligência dentro daquela UPA durante esses 13 dias em que ele ficou lá sem receber o atendimento necessário”, declarou.

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Muito abalada, ela afirmou que a família espera que a morte do jovem sirva de alerta para evitar que outros pacientes passem pela mesma situação. “Que isso não aconteça com outros rapazes que têm uma vida inteira pela frente. O meu neto tinha sonhos, tinha planos e tudo isso foi interrompido”, lamentou.

Outra familiar também cobrou responsabilização pelo caso e afirmou que a família seguirá denunciando o que considera falhas graves no atendimento prestado ao jovem. “A gente está tirando forças da dor porque ele merece. A gente não vai se calar. O Luís Felipe lutou muito, foi guerreiro até o fim. Mas houve negligência médica, e eles sabem disso”, afirmou.

O enterro do jovcem foi maracdo por homenagens. Segundo os parentes, Luiz Felipe era trabalhador, estudioso e ajudava o pai em obras durante o dia, enquanto estudava à noite. O sonho dele era seguir carreira militar e construir uma vida ao lado da esposa, com quem mantinha um relacionamento há sete meses.

O pai do jovem, o pedreiro Joércio, também falou à reportagem e relembrou o sofrimento vivido pela família durante os dias de internação. Ele relatou que os profissionais da unidade afirmavam que o quadro clínico do filho estava controlado e que não havia necessidade de transferência hospitalar. “Diziam que estava tudo normal, que ele precisava apenas de observação. Era isso que todos falavam para a gente”, contou.

Joércio ainda denunciou demora no atendimento dentro da unidade e afirmou que precisou insistir diversas vezes para que a equipe médica realizasse procedimentos básicos durante a internação. “Quando terminava o soro, tinha que pedir três, quatro, cinco vezes para alguém vir trocar. Era um descaso”, disse.

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O pai também relatou indignação com a forma como foi informado sobre a morte do filho. Segundo ele, Luiz Felipe morreu por volta das 5h da manhã, mas a família só recebeu a notícia quase duas horas depois. “Disseram que tentaram ligar, mas não tinha nenhuma chamada no meu telefone. O meu filho ficou horas lá, jogado. Foi um descaso ainda maior”, desabafou.

Assista a reportagem do Bora Cidade: 

Relembre o caso

Luiz Felipe Duarte deu entrada na UPA da Cidade Nova no dia 28 de abril, após apresentar uma grave infecção dentária. Segundo familiares, o quadro de saúde do jovem se agravou ao longo dos dias enquanto ele aguardava transferência para uma unidade hospitalar com atendimento especializado.

Durante o período de internação, parentes denunciaram precariedade no atendimento, demora na regulação e falta de assistência adequada dentro da unidade de saúde. Luiz Felipe morreu na manhã de segunda-feira (11), após passar quase duas semanas internado. 

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