O transporte fluvial segue sendo uma das principais formas de deslocamento e abastecimento de comunidades da região da Transamazônica e do Xingu. No entanto, a navegação pelos rios paraenses exige atenção redobrada devido às condições naturais, como corredeiras, cachoeiras e trechos de difícil acesso, que podem representar riscos às embarcações.
Na tarde de quinta-feira (18), um barco que havia partido de Altamira com destino à região do Alto Iriri afundou em um trecho do rio Iriri, na zona rural do município. O acidente ocorreu por volta das 15h, nas proximidades da cachoeira do Caidão, em uma área conhecida como “Desvio Terra Firme”.
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De acordo com as primeiras informações, não houve registro de feridos. Apesar disso, toda a carga transportada pela embarcação teria sido perdida após o barco ser tomado pela água e afundar completamente.
Vídeos gravados por pessoas que acompanhavam a viagem e compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que a embarcação começa a submergir lentamente até desaparecer sob as águas do rio.
As causas do naufrágio ainda são desconhecidas.
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará informou que não foi acionado para esta ocorrência no Rio Iriri.
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Acidente reacende alerta
O novo caso acontece poucos dias após uma tragédia registrada em outro rio da região de Altamira. No último dia 10 de junho, uma embarcação do tipo voadeira que transportava indígenas dos povos Kayapó e Xikrin afundou no rio Xingu, na localidade conhecida como Rebojo do Avelino.
Na ocasião, seis pessoas morreram, entre elas crianças, jovens, uma mulher e o piloto da embarcação. Um adolescente de 14 anos continua desaparecido.
Os dois episódios reforçam os desafios enfrentados por quem depende diariamente do transporte fluvial na região amazônica, onde rios são as principais vias de acesso entre comunidades e municípios.







