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Delegado revela como ex-prefeito de Ourilândia planejou o ataque contra a ex-esposa

A ex-primeira-dama de Ourilândia do Norte, Icicléia Alves Veloso, conhecida como Leia Veloso, morreu na tarde desta quinta-feira (4) após não resistir aos ferimentos causados por disparos de arma de fogo efetuados pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito do município, Romildo Veloso e Silva. O ataque aconteceu na quarta-feira (3), durante uma reunião em um escritório de advocacia onde o casal tratava da formalização do divórcio.

A confirmação da morte foi feita pela equipe médica do Hospital Regional da PA-279. De acordo com a unidade de saúde, Icicléia sofreu um grave traumatismo cranioencefálico provocado pelos tiros e permaneceu internada em estado crítico até o óbito.

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Crime ocorreu durante audiência de divórcio

Segundo o delegado responsável pelas investigações, o casal estava sozinho em uma sala do escritório de advocacia no momento do crime. Antes dos disparos, Romildo teria pedido ao advogado que deixasse o local para que pudesse conversar em particular com a ex-esposa.

Após a saída do profissional, o ex-prefeito se levantou alegando que iria ao banheiro. Em seguida, passou por trás da cadeira onde Icicléia estava sentada e efetuou um disparo na região da nuca da vítima.

Logo depois, ele entrou no banheiro do escritório. Pouco tempo mais tarde, testemunhas ouviram outro disparo de arma de fogo. Romildo foi encontrado morto no local.

Investigação aponta planejamento

De acordo com o delegado, os indícios apontam que o crime foi premeditado. A investigação não identificou qualquer discussão, desentendimento ou momento de exaltação antes dos disparos.

“Ele pede para o advogado sair da sala alegando que queria conversar com ela. A vítima concorda, o advogado desce e, poucos minutos depois, ocorre o disparo”, relatou o delegado.

As investigações também apontam que o casal já estava separado e que Icicléia não desejava retomar a relação conjugal. Conforme os relatos colhidos pela polícia, Romildo insistia em reatar o relacionamento e fazia constantes propostas para que os dois permanecessem juntos.

Duas armas foram encontradas

Durante a perícia, os policiais localizaram duas armas de fogo. Uma delas teria sido utilizada para atingir a vítima e o próprio autor do crime.

Segundo a Polícia Civil, a arma estava registrada em nome de Romildo, mas o registro encontrava-se vencido desde 2013. O armamento, um revólver calibre 38, foi encontrado escondido sob a camisa do ex-prefeito.

A segunda arma também foi apreendida e passará por análise pericial.

Vítima não possuía medida protetiva

A polícia informou que Icicléia não havia solicitado medida protetiva contra o ex-marido. No entanto, pessoas próximas relataram aos investigadores que ela demonstrava receio em relação ao comportamento do ex-companheiro após a separação.

O casal tinha dois filhos adolescentes.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime, tratado inicialmente como feminicídio seguido de suicídio.

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