A comunidade do ciclismo amanheceu de luto neste domingo (10) após a morte da ciclista Eliana Tamietti, de 48 anos, durante uma prova de ultradistância realizada entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. Conhecida entre amigos e atletas como “Lili”, ela participava do BikingMan Mantiqueira, competição com percurso de 555 quilômetros por estradas e regiões montanhosas.
O sepultamento da atleta ocorreu na tarde deste domingo, no Parque Renascer Cemitério e Crematório, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
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As circunstâncias da morte ainda são investigadas. Em nota oficial, a organização do BikingMan informou que não há conclusões definitivas sobre o que provocou o falecimento da ciclista, apesar do rápido atendimento prestado pelas equipes de resgate durante a prova.
“Apesar de todos os esforços das equipes de suporte e resgate presentes no evento, Eliana não resistiu”, informou a organização.
Segundo os dados do GPS da competição, a atleta havia passado pelo ponto mais alto do percurso, a cerca de 1.812 metros de altitude, por volta das 2h20 da madrugada. O trajeto seguia normalmente até aproximadamente 4h27, horário em que ocorreu o resgate.
Eliana Tamietti era considerada um dos principais nomes do ciclismo de resistência em Minas Gerais. Em 2023, foi vice-campeã mineira de ciclismo contra o relógio e também conquistou duas vezes a prova Caminhos de Rosa 300 km, em 2023 e 2024. Além disso, completou as edições de 2024 e 2025 do próprio BikingMan.
A trajetória da atleta no esporte chamou atenção pela transformação pessoal vivida nos últimos anos. Nascida em Belo Horizonte, Eliana começou a pedalar apenas aos 42 anos, após enfrentar problemas de saúde relacionados ao sobrepeso.
Empresária e ex-professora de informática, ela contou em entrevistas que levava uma vida sedentária até decidir mudar os hábitos em 2019. Inspirada por vídeos sobre ciclismo nas redes sociais, passou a treinar regularmente e encontrou no esporte uma nova paixão.
Com o tempo, o ciclismo se transformou em parte central da vida da atleta, que passou a competir em provas de longa distância e a construir forte identificação com a comunidade esportiva.
Em homenagem divulgada nas redes sociais, a organização do evento destacou a personalidade da ciclista e o impacto deixado entre os participantes.
“Eliana era admirada pela coragem, generosidade, espírito aventureiro e paixão pela bicicleta”, destacou o comunicado.
Mesmo após a morte da atleta, o BikingMan informou que a competição será mantida em comum acordo com a família. Segundo a organização, a decisão busca honrar a vontade de Eliana de seguir percorrendo os caminhos da Serra da Mantiqueira.







