Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Cesta básica tem queda de 4,65% no Pará pela 1ª vez em 2026

Segundo o levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o preço da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho de 2026. No Pará, essa foi a primeira queda registrada no ano. 

De acordo com o levantamento, no estado a cesta passou de R$ 759,41 em junho para R$ 724,10 em julho, uma redução de 4,65%. Com a queda, o trabalhador paraense precisou dedicar, em média, 100 horas e 24 minutos de trabalho para comprar os alimentos, contra 105 horas e 51 minutos no mês anterior.

Conteúdos relacionados: 

O tomate foi o principal responsável pelo recuo, com queda de 22,81% em julho. Apesar da queda, o Dieese/PA alerta que o preço dos produtos que compõem a cesta básica apresentam forte oscilações e podem ser influenciado pela oferta, sazonalidade, condições climáticas e custos de comercialização.

Ainsa segundo a pesquisa, entre junho e julho, as maiores quedas do país ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro (-7,12%) e Brasília (-6,71%). A única capital onde a cesta ficou mais cara foi São Luís, com alta de 0,30%.

No outro extremo, São Paulo manteve o posto de capital com a cesta mais cara do país, a R$ 915,01, mesmo após uma queda mensal de 5,23%. Depois aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).

Alívio no mês, mas alta de 8,63% no ano

Apesar do resultado positivo em julho, os números acumulados em 2026 ainda mostram pressão sobre o orçamento das famílias paraenses. Desde janeiro, o preço da cesta subiu de R$ 666,57 para R$ 724,10, acumulando alta de 8,63%, acima da inflação estimada em aproximadamente 3,5% no período.

Dos 12 produtos pesquisados, oito acumulam alta no ano. O maior aumento é do feijão carioca, com 61,82%, seguido por tomate (32,37%), carne bovina de primeira (7,17%), banana (7,08%), arroz agulhinha (6,75%), leite integral (3,82%), manteiga (1,99%) e pão francês (1,74%).

Já farinha de mandioca (-21,99%), óleo de soja (-13,98%), café em pó (-8,46%) e açúcar cristal (-6,19%) ficaram mais baratos no acumulado do ano.

Quer receber mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!

Em julho, seis produtos registraram alta: manteiga (1,28%), arroz agulhinha (0,62%), açúcar cristal (0,28%), leite integral (0,25%), carne bovina de primeira (0,11%) e pão francês (0,06%).

Ainda segundo o levantamento, em média a cesta consumiu 49,34% do salário mínimo líquido. Considerando o valor da cesta mais cara do país, o Dieese estimou que o “salário mínimo necessário” deveria ser de R$ 7.687,01, equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.

Confira o levantamento do Dieese aqui.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads