Uma mãe solo com filho atípico denunciou ter sido vítima de assédio eleitoral, dias após o 2º turno das eleições presidenciais deste domingo (25). A prestadora de serviços realizava atendimentos freelancer e acusa o bar Bodega, situado na avenida Conselheiro Furtado, no bairro da Cremação, em Belém, da situação.
O encerramento do vínculo teria partido de um dos gestores do estabelecimento, que associou a decisão ao resultado das urnas.
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Em um print de um aplicativo de mensagens, é possível ver a suposta conversa entre a trabalhadora e o acusado, quando ela entrou em contato com o empresário para saber se deveria comparecer ao bar. A conversa teria ocorrido nesta terça-feira (27).
A resposta encerrou qualquer dúvida sobre as razões do rompimento. Segundo o registro, o proprietário disse: “Não, o Lula vai ajudar você. Ele não gosta de micro empresário.”
A declaração deixou explícita a insatisfação do dono com o candidato eleito.
Já em áudios, ele volta a afirmar que o presidente reeleito não gosta de microempresários e que o jeito agora seria a trabalhadora dispensada viver de auxílios do governo, além de alegar que outra “solução” seria traficar ou roubar.
Posicionamento político já havia sido investigado
Antes do resultado eleitoral, o empresário já havia questionado a prestadora sobre suas preferências políticas em uma conversa anterior. Apesar disso, o trabalho prosseguiu normalmente até o fechamento das urnas.
Somente após a confirmação da vitória petista, o proprietário decidiu interromper a relação de trabalho.
O que configura dispensa por motivo político?
Especialistas em direito do trabalho apontam que a rescisão motivada por orientação política pode caracterizar prática discriminatória. Os elementos que tipicamente compõem esse cenário são:
- Investigação prévia sobre preferências eleitorais do trabalhador;
- Encerramento do vínculo imediatamente após o resultado das eleições;
- Declaração explícita do empregador vinculando a decisão ao contexto político.
O caso da trabalhadora belenense reúne os três elementos.
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A equipe do DOL entrou em contato com o estabelecimento para pedir esclarecimentos sobre a situação, junto com um posicionamento oficial sobre a denúncia e aguarda o retorno.
Veja a denúncia completa:






