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Banco de leite do Anita Gerosa atende mais de 100 bebês

Pouco mais de 60 dias de entrega o novo hospital entregue pelo Estado ao município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB), já gera outros frutos à população.

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa completou dois meses de funcionamento com resultados expressivos: foram coletados cerca de 30 litros de leite humano, beneficiando mais de 100 bebês internados na UTI Neonatal da unidade.

O serviço atua no incentivo ao aleitamento materno e na doação de leite humano, além de oferecer orientação e apoio às mães de recém-nascidos internados ou em acompanhamento no hospital.

“Contamos com uma sala de extração de leite, onde as mães realizam a ordenha para ofertar o próprio leite ao bebê internado. Também recebemos mães com produção excedente para doação”, explicou a nutricionista Dielle Queiroz, referência técnica do BLH.

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Entre os casos acompanhados está o da pequena Maytê, que nasceu prematura na 33ª semana de gestação e precisou ficar internada por 19 dias na UTI Neonatal. Durante o período, recebeu leite do banco de leite e apoio da equipe multiprofissional.

“Eu não conseguia tirar leite no começo, mas a ajuda do banco de leite foi muito importante. Hoje tenho leite para minha filha e até para doar”, relatou a mãe, Iasmyn Mendes.

Além dos casos de internação, o BLH também atua no alojamento conjunto, auxiliando mães com dificuldades na amamentação, por meio de orientações sobre posição correta, pega e manejo clínico da lactação.

Atendimento e estrutura

Segundo o hospital, entre abril e maio, *146 mães foram atendidas* pelo serviço. Desse total, 24 litros foram coletados na sala de ordenha e 6 litros no alojamento conjunto.

O trabalho diário inclui visitas de profissionais ao alojamento conjunto, fortalecendo o vínculo entre mãe e bebê e incentivando o aleitamento materno exclusivo.

“Eu não sabia como amamentar corretamente e estava com dificuldades. Depois da orientação, tudo melhorou”, contou a mãe Maria Luiza da Costa.

Atualmente, o leite coletado no hospital passa por processamento e pasteurização na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, responsável pelo controle de qualidade antes da redistribuição aos bebês internados.

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