Vinte e seis anos depois da morte do jornalista paraense Josemar Araújo Baia, um dos envolvidos no crime foi localizado e preso no Rio de Janeiro. O homem estava foragido desde 2000 e foi encontrado em Macaé durante a Operação Venator II.
A prisão fez o caso voltar ao noticiário e trouxe surpresa e emoção para os familiares de Josemar, que acompanhavam o jornal da RBA TV quando souberam da notícia.
Josemar Araújo Baia nasceu em 10 de março de 1963 e tinha 37 anos quando morreu, em 19 de maio de 2000. Ele era repórter policial do jornal A Província do Pará.
Como aconteceu o crime
Na época, os suspeitos foram identificados como o investigador da Polícia Civil Luiz Sérgio Torres e o fabricante de chaves Jorge Elias Moraes Rodrigues, conhecido como Jorjão.
Segundo testemunhas, os envolvidos estavam em um bar no distrito de Icoaraci, em Belém, quando uma discussão começou. A mulher de Josemar estava no local naquele momento.
O jornalista foi espancado e morreu em decorrência das agressões. Ainda de acordo com testemunhas, os envolvidos teriam impedido que ele recebesse socorro.
Na época, um dos suspeitos foi preso por envolvimento no homicídio.
Vinte e seis anos depois, a prisão
O homem preso agora foi localizado em Macaé, no Rio de Janeiro, durante a Operação Venator II. A ação, realizada fora do Pará, prendeu 05 foragidos da Justiça investigados por crimes como roubo, tráfico de drogas e homicídio.
O suspeito estava foragido desde 2000.
Família recebeu a notícia pela RBA TV
A reportagem sobre a prisão foi produzida pela jornalista investigativa e repórter policial Sancha Luna, da RBA TV.
A família de Josemar estava assistindo ao jornal quando viu a notícia veiculada na noite do último dia 29 de Setembro. O primeiro contato com a repórter aconteceu por meio de DJ Dinho, do Tupinambá, que se apresentou como primo da vítima. Emocionado, ele procurou a equipe para falar sobre a prisão e sobre o impacto da notícia entre os familiares.
Depois, Jandira Baía, irmã do jornalista, também conversou com a equipe. Ela contou que “a família ficou muito emocionada e que nunca perdeu a esperança de que o suspeito, que havia fugido na época do crime, pudesse ser localizado.”, desabafou.
Depois de 26 anos, Jandira diz sentir o coração mais em paz com a prisão. Mas a emoção também traz a saudade do irmão e as lembranças de tudo o que a família viveu desde a morte de Josemar.
A notícia foi recebida com uma mistura de sentimentos: surpresa, emoção, alívio e, principalmente, a sensação de que um capítulo daquela história voltou a avançar depois de tantos anos.
Prisão aconteceu no Dia Mundial do Jornalismo
A prisão aconteceu em 28 de setembro, data marcada pelo Dia Mundial do Jornalismo.
Vinte e seis anos depois da morte de Josemar Bahia, a história voltou ao noticiário por meio do trabalho jornalístico. A reportagem da RBA TV levou a informação até a família e provocou uma reação que ultrapassou a notícia.
Para os familiares, permanece a saudade de Josemar. Mas também a esperança de que, depois de 26 anos, a responsabilização pelos envolvidos continue avançando.






