O sistema de monitoramento inteligente do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) levou à apreensão de um veículo com suspeita de placa clonada em Salinópolis, no nordeste paraense. A abordagem ocorreu na sexta-feira (19), após a Central de Operações Viárias (Sentinela) identificar uma movimentação considerada incompatível com os registros do automóvel.
O veículo, um Ford Ka de cor vermelha, chamou a atenção dos agentes ao registrar mais de 200 passagens em poucos dias entre os municípios de Vigia de Nazaré, Santa Maria do Pará e Salinópolis. O elevado número de deslocamentos fez com que o sistema apontasse uma possível fraude na identificação do automóvel.
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Durante a verificação, os agentes consultaram a base de dados do Detran e identificaram que o veículo original estava registrado em Belém. Ao entrar em contato com o proprietário, ele informou que não havia circulado pelas cidades indicadas pelo sistema nos dias e horários registrados, reforçando a suspeita de clonagem da placa.
Com as informações confirmadas, equipes de fiscalização localizaram e abordaram o veículo na rodovia PA-124, principal acesso ao município de Salinópolis. Questionado pelos agentes, o condutor afirmou que havia comprado o carro de outra pessoa e disse desconhecer qualquer irregularidade relacionada ao automóvel.
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O motorista e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Salinópolis, onde a ocorrência foi registrada e serão adotadas as medidas legais para apurar a origem da suposta fraude.
Segundo o Detran, a identificação do veículo foi possível graças ao uso de câmeras inteligentes e ao cruzamento de dados em tempo real, tecnologia que permite detectar situações suspeitas e acionar rapidamente as equipes de fiscalização.
“O sistema identifica o suspeito, mas é o trabalho técnico e criterioso da equipe de campo que permite a verificação dos fatos e a adoção das providências legais cabíveis”, destacou o diretor Técnico-Operacional do Detran, Bento Gouveia.
O diretor ressaltou ainda que a retirada de veículos clonados de circulação vai além da fiscalização de trânsito. “Um veículo clonado pode ser utilizado para a prática de diversos crimes, além de causar sérios transtornos ao proprietário legítimo, que passa a receber multas e notificações por infrações que nunca cometeu. Ao identificar essas fraudes, o Detran contribui diretamente para a proteção dos cidadãos e para o fortalecimento da segurança pública”, afirmou.







