As fortes chuvas são uma marca característica da Amazônia, mas para muitas pessoas, também são sinônimos de transtornos e problemas. Moradores de Ananindeua encaram o inverno amazônico como uma contagem regressiva para tentar salvar móveis, eletrodomésticos e a própria segurança dentro do lar, revelando a fragilidade de uma infraestrutura urbana que parece não suportar o volume das águas.
Na tarde desta sexta-feira (8) um forte temporal castigou o município, deixando diversas áreas completamente submersas. O cenário de caos se concentrou em pontos críticos como o conjunto Cidade Nova e o bairro Icuí Guajará, onde ruas foram transformadas em rios, dificultando a passagem de veículos e forçando pedestres a improvisarem rotas para conseguir atravessar os pontos de inundação.
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Entre os atingidos pelo avanço das águas está o morador Risaldo, que já se acostumou a manter seus pertences em locais elevados como uma medida desesperada contra as inundações recorrentes. Ele desabafou sobre o descaso das autoridades diante da frequência com que sua residência é invadida pela chuva. “Vivemos essa situação, já foram três vezes esse mês que a gente fica assim, no fundo. A gente procura as autoridades, o prefeito e vereadores, mas só que não dão apoio pra gente. Vem, prometem uma coisa e não cumprem”, afirmou.
O morador relatou ainda que, apesar de uma visita recente de órgãos municipais para o levantamento de dados, nenhuma medida prática ou resposta foi apresentada até o momento. Risaldo comentou sobre a falta de retorno após o cadastramento realizado em sua casa. “ADefesa Civil veio já tem uns 15 dias, pegou nossos documentos, anotou os dados, mas até essa data não deu nenhuma satisfação”, afirmou Risaldo.
A chuva, que teve início por volta das 14h, levou a Defesa Civil a emitir um alerta severo devido ao risco de novos alagamentos e ocorrências relacionadas às condições climáticas. O órgão orienta que a população evite áreas de risco, como locais de baixada e regiões próximas a encostas, buscando sempre um abrigo seguro. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros através do telefone 193.







