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Afogamento em resort: Bombeiros dão dicas para proteger crianças

O menino de 10 anos que sofreu um grave afogamento em um parque aquático, em Salinópolis, no nordeste do Pará, segue internado sob observação médica, mas não corre risco de morte. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará, que destacou a rápida atuação de funcionários, médicos e equipes de emergência como fator decisivo para evitar uma tragédia.

O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (29), por volta das 15h30, e mobilizou frequentadores do resort em pleno feriado prolongado marcado pela partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

CONTEÚDOS RELACIONADOS

Segundo informações atualizadas repassadas pelos bombeiros à repórter da RBATV, Luisa Casas, a criança foi retirada da piscina já em parada cardiorrespiratória.

Ainda de acordo com os Bombeiros, antes mesmo da chegada das equipes de resgate, funcionários do empreendimento, dois médicos que estavam no local e um hóspede iniciaram imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP).

Dicas para proteger as crianças

O incidente acontece às vésperas do período de férias escolares, quando aumenta significativamente o fluxo de famílias em praias, balneários e parques aquáticos do Pará.

O major Rodrigo Martins do Vale, do Corpo de Bombeiros, aproveitou a repercussão do caso para reforçar um alerta aos pais e responsáveis.

Segundo ele, crianças nunca devem permanecer sozinhas em ambientes aquáticos, mesmo quando há equipes de salvamento disponíveis. “O afogamento é silencioso e pode ocorrer em poucos segundos. A presença de guarda-vidas não substitui a supervisão permanente dos pais ou responsáveis”, destacou.

Os bombeiros orientam que, diante de qualquer emergência aquática, o serviço deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193.

Enquanto as circunstâncias do caso seguem sendo esclarecidas, o desfecho positivo da ocorrência em Salinópolis tem sido atribuído, sobretudo, à rápida mobilização das pessoas que estavam no local e iniciaram os procedimentos de reanimação antes da chegada do socorro especializado.

Tempo de resposta foi fundamental

Uma das informações que ganhou destaque após a ocorrência foi justamente a importância do atendimento nos primeiros minutos após o afogamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a atuação coordenada entre guarda-vidas, profissionais de saúde e demais pessoas presentes no local foi determinante para o restabelecimento dos sinais vitais da criança.

Após a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e dos bombeiros, as manobras de reanimação continuaram até que a vítima apresentasse resposta clínica positiva. Em seguida, o menino foi encaminhado ao Hospital Regional de Salinópolis.

“O início imediato das manobras de reanimação aumentou significativamente as chances de sobrevivência da vítima”, ressaltaram integrantes da corporação que participaram da ocorrência.

Bombeiros investigam as causas

Apesar da repercussão do caso nas redes sociais, as causas do incidente ainda não foram esclarecidas oficialmente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda é prematuro afirmar se o afogamento ocorreu exclusivamente por submersão acidental ou se houve algum fator clínico desencadeante. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de um mal súbito ou outra condição médica prévia.

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Relatos compartilhados por frequentadores nas redes sociais apontam versões diferentes sobre o ocorrido. Algumas pessoas afirmam que a criança estaria utilizando uma piscina destinada a adultos, enquanto outras sugerem que ela poderia ter sofrido uma crise convulsiva antes de submergir. No entanto, nenhuma dessas informações foi confirmada pelas autoridades.

A definição sobre a dinâmica do caso dependerá da avaliação médica completa e da análise dos relatos colhidos pelas equipes responsáveis.

Resort afirma que prestou assistência imediata

Em nota divulgada após o incidente, o Aqualand Resort informou que havia guarda-vidas de plantão no momento da ocorrência e que o protocolo de emergência foi iniciado imediatamente após a identificação do afogamento.

O empreendimento afirmou ainda que continua acompanhando o estado de saúde da criança e prestando apoio à família.

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