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Veja as absurdas declarações de Eduarda Campopiano, eleita em SP: “feminicídio não existe”

A deputada estadual mais votada de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), acumula falas polêmicas, incluindo “feminicídio não existe”.

A vereadora de Praia Grande e deputada estadual mais votada de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), acumula falas polêmicas sobre sexualidade, questões raciais, história e o papel da mulher no país. A declaração de maior repercussão foi que o “feminicídio não existe” e se trata de uma “armadilha semântica”.

Com apenas 23 anos, Eduarda começou a vida política nas redes sociais em 2021 e construiu uma forte base digital. Ela se considera “a maior inimiga das feministas de São Paulo” e é filiada ao Partido Liberal (PL).

Nas Eleições 2026, a influenciadora conservadora tornou-se a candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo mais votada do estado, alcançando mais de 1,9 milhão de votos. Além da afirmação sobre o feminicídio, a parlamentar eleita coleciona outras posições polêmicas.  Veja:

1. “Não devo nada ao feminismo”

Em publicação feita nas redes sociais ao comentar a literatura antifeminista, Eduarda afirmou que não deve nenhuma conquista às pautas feministas. O posicionamento marcou o início da construção de sua identidade política no ambiente digital.

2. “A maior inimiga das feministas de SP”

A oposição ao movimento tornou-se a principal marca do seu perfil público, passando a figurar diretamente na descrição de seus canais oficiais. Durante debates e transmissões, a parlamentar reforça sua atuação como mulher conservadora e opositora direta da esquerda e das pautas progressistas.

3. “Feminicídio não existe”

Em entrevista a um podcast, Eduarda questionou a tipificação penal do crime de feminicídio, classificando o termo como uma “armadilha semântica”:

4. “Mulher biológica”

Ao abordar temas relacionados à transexualidade, Eduarda defendeu que a definição de mulher está estritamente vinculada ao sexo biológico. Em embates sobre o tema, sustentou que a identidade feminina é determinada por fatores biológicos como a presença de útero, capacidade de engravidar, amamentar e menstruar.

5. “Homem é homem e mulher é mulher”

Em vídeo de campanha gravado ao lado do vereador Lucas Pavanato (PL), os dois ironizaram discussões sobre identidade de gênero, uso de banheiros e políticas de cotas. O conteúdo, que acumulou centenas de milhares de visualizações, encerrava-se com a afirmação de que não há neutralidade na definição dos sexos.

6. Críticas ao acesso de pessoas trans a banheiros femininos

A contestação do uso de banheiros públicos por mulheres trans é uma pauta recorrente na atuação da deputada eleita. O tema foi levado a debates eleitorais e a peças de campanha como um dos pilares de sua plataforma em defesa dos costumes tradicionais.

7. “Vestibular não é para ser inclusivo”

Durante discussões sobre políticas públicas de ações afirmativas, Eduarda posicionou-se contra a aplicação de cotas raciais e sociais em exames de seleção. A parlamentar defendeu que o acesso ao ensino superior deve ser regido estritamente pelo mérito individual.

8. “Nenhum negro nessa sala foi escravizado”

Em sessão na Câmara Municipal de Praia Grande, a vereadora criticou propostas de reparação histórica ao afirmar que as gerações atuais não vivenciaram o período da escravidão. A declaração foi utilizada para contestar a implementação de reservas de vagas e políticas afirmativas no município.

9. “Glória a Deus que colonizaram”

Em participação em outro podcast, a fala da parlamentar sobre a colonização do Brasil e a catequização de povos indígenas gerou forte repercussão:

— “Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema-direita chegou e falou pros índios: ‘Ó galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal’”, disse.

A declaração motivou o registro de boletim de ocorrência por racismo por parte de lideranças indígenas.

10. “Como mulher, é minha obrigação defender a vida desde a concepção”

A oposição irrestrita ao aborto integra a plataforma central da deputada. Eduarda afirma publicamente que considera um dever moral e político atuar em defesa da vida desde a concepção, prometendo combater propostas de flexibilização da legislação sobre o tema.

Com informações do Jornal da Orla

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