Créditos: Lucas Figueiredo / CBF
A disputa judicial por uma mansão avaliada em R$ 10 milhões em Angra dos Reis (RJ) voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana. O imóvel foi comprado em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison, do Tottenham, mas acabou perdido para uma empresa vinculada a Willer Tomaz após decisão do Superior Tribunal de Justiça em 2025. O caso, que se arrasta há quase 6 anos, ganhou novo capítulo com a retratação pública da advogada Ana Paula Zantut.
Richarlison comentou sobre a perda do imóvel em publicação no Instagram. ‘Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana’, escreveu o atacante.
Flávio Bolsonaro como testemunha
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi incluído como testemunha no processo. Ele visitou o imóvel antes da conclusão da venda e, posteriormente, retornou ao local acompanhado de Willer Tomaz.
A empresa ligada a Tomaz reivindicou antigos direitos de ocupação sobre a propriedade. O caso veio a público em reportagem do Metrópoles assinada por Guilherme Amado em setembro de 2022.
Decisão do STJ
Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento favorável à empresa ligada a Willer Tomaz. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva fundamentou a decisão: ‘Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita’.
A decisão consolidou a perda dos direitos possessórios da Sport 70 sobre o imóvel.
Retratação de advogada
Na terça-feira (30.jun), a advogada Ana Paula Zantut publicou conteúdo sobre o caso nas redes sociais. Um dia depois, na quarta-feira (1º.jul), ela retirou o material do ar e divulgou uma retratação pública.
Na nota, Zantut afirmou que, após aprofundar a análise do processo e ter acesso a documentos não considerados anteriormente, constatou que algumas informações apresentadas não refletiam com precisão o estado atual do caso. Ela esclareceu que o processo foi encerrado em 2025 e que não tem conhecimento de qualquer nova ação judicial relacionada aos fatos tratados no vídeo.
A advogada reforçou seu compromisso com a informação jurídica responsável e disse que, quando identifica uma informação que precisa ser corrigida, entende que o dever ético é fazer a correção de forma transparente. Ela também afirmou que não autoriza que o episódio seja utilizado como instrumento de disputa, ataque pessoal ou manobra política, e que a retratação decorre exclusivamente do compromisso profissional com a precisão das informações.
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