O jogo vale pela 3ª rodada do returno da Série A, mas tem a importância de uma decisão de campeonato para o Remo. Aliás, a partir de agora, todos os compromissos como mandante terão caráter decisivo. Acumular pontuação em casa, com apoio da torcida, é o caminho mais prático para escapar à ameaça de rebaixamento.
A conta é simples: para permanecer na Série A, o Remo tem que somar um mínimo de 45 pontos ao final da competição. Com os 21 pontos que tem hoje, serão necessários mais 24 pontos. Em Belém, serão jogadas nove partidas, incluindo a deste sábado com o Atlético-MG.
Caso consiga vencer sete dos nove jogos, o Remo chega a 42 pontos, ficando na dependência de três pontos ganhos fora de casa. São planos que se encaixam na teoria, mas que dependem de comprometimento e obstinação para serem executados.
É justamente o que precisa ser mostrado neste duelo com o Atlético, que traz desafios adicionais para o Remo. O cansaço físico pelo esforço diante do Santos, na terça-feira à noite, jogando mais de 60 minutos com um jogador a menos, é um dos pontos que geram preocupação.
Para aumentar o rol de problemas, a zaga terá a ausência de Marllon (suspenso na Série A pela expulsão na Copa do Brasil) e de Zé Ivaldo, também suspenso. Zé Welison compõe a zaga, como fez diante do Santos após a saída de Marllon. Como tem afinidades com a função, o volante não deve ter problemas para exercer esse papel.
Nos últimos treinos, o técnico Léo Condé ganhou outra baixa. O lateral-esquerdo Mayk, com desgaste excessivo, só será utilizado em situação extrema. Diante disso, o time deve ter pela primeira vez a seguinte formação: Matheus Alexandre (Marcelinho), Mateus Felipe, Zé Welison e Léo Andrade.
A provável escalação de Léo Andrade recria a situação vivida pelo Remo na decisão do Parazão, ainda sob o comando de Juan Carlos Osório. Andrade jogou pelo lado esquerdo da defesa e foi o caminho encontrado por Júnior Rocha para assegurar a vitória no clássico, que abriu caminho para o título.
No meio-campo, Patrick volta para compor o setor com Leonel Picco e Zé Ricardo. No ataque, Condé projeta uma alteração em relação aos últimos jogos: Taliari pode entrar, substituindo Pikachu. Alef Manga fica na direita e Jajá na esquerda.
Contra o Atlético de Everson e Bernard, o maior adversário do Remo será a exaustão da equipe após a desgastante partida contra o Santos. Além de Mayk, Marcelinho e Pikachu também devem ser poupados.
Ausência de Juninho altera planos no Papão
A lesão no joelho sofrida pelo atacante Juninho, em treino realizado na sexta-feira, altera drasticamente os planos do técnico Júnior Rocha para as próximas rodadas da competição. Artilheiro do Papão na competição, o jogador de 22 anos ficará ausente por seis semanas, o que compromete sua participação nas rodadas decisivas do campeonato.
Para o jogo desta segunda-feira (10), contra o Confiança, o PSC tem confirmada a volta de Ítalo ao comando do ataque, contribuindo com sua experiência e presença de área para tentar conduzir o time a uma vitória de extrema importância na luta pela classificação.
Kleiton Pego, que ficou de fora do jogo em Manaus contra o Amazonas, também deve ser o atacante pelo lado esquerdo do ataque. Autor de gols decisivos na temporada, Kleiton teve uma queda de rendimento que coincide com a perda de jogos importantes.
O técnico Júnior Rocha não terá problemas para montar o ataque para enfrentar o Confiança, mas para os jogos seguintes a perda de Juninho obriga o clube a ir em busca de mais um atacante, juntando-se às contratações já previstas de um zagueiro e um volante.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em debate, a caminhada do Leão na Série A e expectativa para PSC x Confiança, pela Série C. A edição é de Lourdes Cezar.
Jogo de pressão ameaça reinado de Infantino
Na mira da Uefa, que concentra algumas das principais seleções do planeta, a gestão de Gianni Infantino na Fifa atravessa momentos conturbados que lembram o processo que levou ao afastamento de Joseph Blatter.
Ainda sem ser acusado diretamente por falcatruas, Infantino agarra-se cada vez mais ao expediente de distribuir agrados para se manter de pé. Tem obtido apoios pontuais, como da Conmebol, única das grandes confederações a demorar uma semana para se manifestar.
O debate sobre o projeto de venda de ações da Fifa à iniciativa privada, representada por grandes investidores norte-americanos, foi demolido pelos protestos da Uefa, forçando a Ásia e a Concacaf a também se posicionarem.
Infantino acusou o golpe, recuou da ideia de abrir as ações da entidade, mas terá que administrar a insatisfação crescente da poderosa Uefa, cuja capacidade de travar os negócios da Fifa não pode ser subestimada.
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