O crime brutal que tirou a vida da jovem Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, no sul da Bahia, expõe mais um caso de feminicídio marcado pela rejeição a um relacionamento. A vítima, que era trancista, capoeirista e havia ganhado destaque ao representar sua cidade no concurso Deusa do Ébano do bloco afro Ilê Aiyê, foi assassinada a facadas dentro de casa, no município de Ibirapitanga. No ataque, o filho dela, de apenas seis anos, também foi morto.
Karielle havia se tornado conhecida por levar o nome do município ao concurso de valorização da cultura negra em 2025, sendo reconhecida pela comunidade local como símbolo de representatividade e orgulho. Mãe solo, ela conciliava o trabalho como trancista com atividades culturais, destacando-se também como capoeirista.
Investigações e suspeitas
Segundo as investigações, o principal suspeito, um vizinho de 32 anos, nutria interesse amoroso pela jovem, mas não era correspondido. A recusa teria motivado o ataque. A polícia aponta que o homem aguardou a ausência do companheiro da vítima para invadir a residência, o que indica possível premeditação do crime.
Após o ataque, mãe e filho ainda chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos provocados por arma branca. O agressor fugiu do local e, durante as buscas, foi encontrado morto em uma área rural, ao lado de uma faca e uma motocicleta. A principal hipótese é de que ele tenha tirado a própria vida após o duplo homicídio.
Repercussão e alerta sobre feminicídio
O caso é investigado pela Polícia Civil da Bahia e gerou forte comoção na cidade, com manifestações de pesar de moradores e autoridades. A morte de Karielle Lima Marques de Souza reacende o alerta sobre a violência contra mulheres no país, especialmente em situações envolvendo rejeição e relações não correspondidas.
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