Uma vitória diante do Maringá, neste sábado (29), no Mangueirão, pode garantir ao PSC o 1º lugar na classificação da Série C. A possibilidade aumenta porque o Brusque, atual líder, enfrenta fora de casa o Guarani, que ainda luta para permanecer entre os oito primeiros. O vice-líder, Botafogo-PB, joga com o Itabaiana, em Sergipe.
Como é provável que Brusque (31 pontos) e Botafogo (30) tropecem, a pretensão do Papão (29) torna-se plenamente possível: basta uma vitória simples para garantir o topo da tabela. Além do aspecto competitivo, garantir a liderança é importante credencial para a disputa do quadrangular de acesso.
O líder da 1ª fase terá direito de disputar em casa a última partida do quadrangular e, em tese, vai integrar um grupo menos forte. É claro que, quanto ao grau de dificuldades, nem sempre uma chave pode ser medida pelo posicionamento das equipes na tabela. Alguns times em posições inferiores no G8 costumam crescer de rendimento nas rodadas finais.
Diante do Maringá, o Papão terá que reproduzir as atuações da primeira fase do campeonato, quando ocupou a liderança por três rodadas. Foi um período de forte desempenho na marcação e presença forte no ataque.
A oscilação nas seis últimas rodadas trouxe desconfianças em relação ao potencial do time, devido a derrotas que não estavam nos planos bicolores, principalmente contra o Amazonas e a Ferroviária.
No primeiro caso, a surpresa ficou por conta da fraca atuação contra uma equipe em fase de desmonte na Série C – o resultado reanimou o time amazonense na competição. No segundo, o que chamou atenção foi o pífio rendimento coletivo, que levou à vexatória goleada de 4 a 0.
Com a volta provável de Marcinho e certa do volante Pedro Henrique, e com a defesa fortalecida com a entrada de Gustavo Henrique, o PSC tem plenas condições de confirmar a recuperação iniciada contra o Ituano e garantir uma vitória consagradora. Aliás, na última vez que jogou no Mangueirão, o Papão goleou o Anápolis e conquistou a Copa Verde 2026.
Bola na Torre e a análise dos jogos
O programa tem o comando de Guilherme Guerreiro, com participação de Liane Coelho e deste escriba baionense. Em pauta, a análise do jogo Paysandu x Maringá pela Série C e as projeções para Remo x Coritiba, nesta segunda-feira, 31, pela Série A. O Bola na Torre vai ao ar às 22h deste domingo (30), na RBATV. A edição é de Lourdes Cezar.
Remo: Dúvidas na preparação final
Dúvidas marcam preparação final do Leão
O Remo encara as próximas cinco rodadas como cruciais na batalha pela permanência na Primeira Divisão. Para conseguir êxito na missão de conquistar pelo menos 12 pontos nos 15 que estarão em jogo, o time terá que evoluir nas ações da zaga e caprichar na eficácia ofensiva.
Jogadores como Vítor Bueno e Zé Ricardo defenderam nos últimos dias que o Remo seja mais propositivo, não se acomode quando sai na frente no placar (como contra Atlético-MG e Fluminense) e mantenha a mesma pegada nos dois tempos da partida.
A manifestação dos atletas tem a ver com a instabilidade que o Remo costuma apresentar dentro dos 90 minutos. A vibração demonstrada nos primeiros minutos nem sempre se mantém no decorrer da partida, o que oportuniza a reação dos adversários.
Contra o Coritiba, nesta segunda-feira (31), em Belém, o Remo não pode hesitar no propósito de se impor ao adversário. Não é tarefa simples, mas deve ser perseguida do início ao fim do confronto.
O Coritiba é o sexto melhor visitante do Brasileiro e vacinado na arte de explorar a pressão que times mandantes sofrem quando jogam diante de seus torcedores.
O meio-campo deve ter Zé Welison, Leonel Picco e Vítor Bueno, embora Zé Ricardo seja também uma opção para cuidar da armação. A volta de Picco é uma cobrança quase unânime da torcida, que Condé pode atender.
No treinamento de sexta-feira, 28, com participação de Jajá, o técnico Léo Condé trabalhou em cima de uma dupla formada por Taliari e Jajá, com aproximação de Vítor Bueno. Outra hipótese é a de utilizar Poveda e Galeano no decorrer do jogo. Seja qual for a linha de frente, o objetivo é manter o Coritiba acuado em seu próprio campo.
Arbitragem de alto risco na CBF
A Comissão de Arbitragem, chefiada pelo notório Sandro Meira Ricci e pelo cirurgião-dentista Péricles Bassols, cria do nada um grave e perigoso capítulo da atrapalhada gestão de riscos, acomodação de interesses e “política de imparcialidade” da CBF neste Campeonato Brasileiro.
A designação de árbitros envolvidos em controvérsias (para dizer o mínimo) recentes contra o Botafogo e outros times é quase uma declaração de guerra ao clube alvinegro. Daniel Nobre Bins estará na cabine do VAR do clássico Flamengo x Botafogo deste domingo, no Maracanã.
Daniel Bins foi responsável por um erro grosseiro na partida entre Vitória e Botafogo, em Salvador, há duas semanas. Não recomendou a expulsão do rubro-negro Ramon, autor de entrada violenta no botafoguense Danilo.
Bins é protagonista de um outro erro sério contra o Fogão. Como árbitro do VAR, recomendou há dois anos a expulsão de Gregore contra o Bahia em lance normal de jogo, sem violência que justificasse sua intervenção.
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