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Paternidade: pais de primeira viagem relatam desafios e alegrias da nova rotina

Igor Assumpção, pai; Fernanda Bentes, mãe; Alice Assumpção, filha e Mª. Fernando Mergulhão, enteada. Gancho: neste Dia dos Pais, homens que vivem a experiência da paternidade pela primeira vez compartilham os desafios, aprendizados e emoções de cuidar de um bebê. Foto: Mauro Ângelo/ Diário do Pará.

Histórias de pais de primeira viagem, como a do advogado Rodrigo Rodrigues, mostram como a paternidade muda prioridades, hábitos e até a maneira de se relacionar com o tempo e a família.

Rodrigo, de 40 anos, conta que receber a notícia, ao lado da mulher Julianne, de que seria pai foi um momento marcante. “Foi muito emocionante. Eu chorei de felicidade. A gente já desconfiava por alguns sintomas da minha esposa, mas não era algo planejado. Mesmo assim, eu sempre tive certeza de que seria pai de menina”, afirma. Para ele, a filha, Maria Luísa, que hoje tem 1 ano e 5 meses, foi “um presente de Deus” e confirmou uma expectativa que já carregava.

Com a chegada da bebê, a rotina mudou completamente. “Foi uma virada de chave. Antes, eu me preocupava mais comigo e com a minha esposa. Hoje, a prioridade é ela”, diz. Mesmo com uma rotina profissional intensa, ele faz questão de estar presente em todos os momentos importantes. “Nunca deixei de acompanhar consultas, vacinas ou qualquer situação que envolva a minha filha. Faço questão de participar de tudo”.

A presença ativa também se reflete dentro de casa. Rodrigo divide os cuidados com a esposa e participa das tarefas do dia a dia. “Trocar fralda, dar comida, ficar com ela para a mãe descansar, tudo isso faz parte. Eu quero ser um pai presente, não só o provedor”, destaca.

Entre os desafios, ele aponta as noites mal dormidas como a principal dificuldade. “Eu imaginava que, depois de alguns meses, o sono iria regularizar, mas até hoje ela ainda acorda durante a madrugada. É cansativo, mas a gente aprende a lidar”, conta.

Apesar das dificuldades, Rodrigo afirma que a paternidade trouxe um novo sentido para sua vida. “Tudo o que faço hoje tem um propósito maior, proporcionar uma vida de qualidade para ela. Quero acompanhar o crescimento, participar de cada fase e construir memórias ao lado da minha filha.”

A experiência de Igor Assumpção

Outra realidade é a do publicitário Igor Assumpção, 39, que também vive a experiência da paternidade recente. Para ele, a notícia da chegada da filha Alice, de 1 ano, foi uma mistura de surpresa e felicidade. “Não foi planejado, mas foi maravilhoso. Eu sempre me imaginei sendo pai, apesar de já achar que isso talvez não acontecesse mais”, relata.

Igor destaca que a principal mudança foi na rotina da casa. “Tudo gira em torno dela. Os horários mudam, a organização muda, a dinâmica da família muda”, explica. Trabalhando em home office, ele precisou adaptar o trabalho à nova realidade. “Já participei de reunião com ela no colo, precisei remarcar compromissos. É um processo de adaptação constante.”

O momento do nascimento também foi marcante. “Quando você vê um ser humano que foi gerado por você, é uma sensação única. É algo muito profundo, uma emoção que eu nunca tinha sentido antes”, afirma.

Pai de duas meninas — uma filha biológica e uma enteada, Maria, de 9 anos —, Igor diz que aprendeu que a paternidade vai além dos laços de sangue. “Ser pai está na convivência, no cuidado diário, na construção do vínculo. Eu aprendo com elas todos os dias”, destaca.

A dedicação é confirmada pela mulher dele, Fernanda Bentes. “Ele se entrega 100%. Tudo o que faz é pensando nelas, no bem-estar e na felicidade das meninas”, afirma. Segundo ela, o objetivo do casal é garantir um ambiente familiar estruturado e afetuoso. “A gente quer que elas cresçam felizes, confiantes e se sintam completas”, completa. Segundo Igor, o fato de ser um pai presente é um legado que ele perpetua na vida das meninas e que isso é um fator determinante para o sucesso das relações entre pais e filhos no mundo moderno.

Thiago Romano Coelho: o pai de menina

PAI DE MENINA
A experiência também é compartilhada pelo contador Thiago Romano Coelho, 31, pai da pequena Cecília, de um ano e meio. Para ele, a paternidade representa a realização de um sonho antigo. “Eu sempre quis ser pai de menina. Imaginava chegar em casa e ver ela correndo pra me abraçar, como ela faz hoje”, conta.

A descoberta da gravidez veio de forma inesperada, após um período em que o casal acreditava que teria dificuldades para ter filhos. “A gente não estava esperando. Ela passou mal no trabalho, fomos ao hospital e descobrimos que já estava com três meses. Quando vi o resultado positivo, abracei ela e disse que estava realizando um sonho”, relembra.

A chegada da filha também acelerou mudanças importantes na vida do casal. Thiago e a esposa, Vitória, que já eram noivos há quatro anos, decidiram casar e passar a morar juntos. “A rotina mudou completamente. A gente só se via nos fins de semana e, de repente, passou a dividir tudo. Foi uma mudança grande, mas para melhor”, afirma.

Segundo ele, o momento do nascimento trouxe uma transformação ainda mais profunda. “Quando ela nasceu, tudo mudou. Quando eu peguei ela pela primeira vez, eu me tremia. É uma sensação única”, descreve. Entre os desafios, ele destaca a adaptação à nova rotina e os custos. “Acordar de madrugada, preparar leite, é tudo muito novo. Mas a gente aprende. Hoje eu digo que o principal é aproveitar cada momento, porque passa muito rápido”, aconselha.

A forma como enxerga a paternidade também é influenciada pela própria história. Thiago não teve a presença constante do pai e diz que isso moldou o tipo de pai que quer ser. “Eu quero ser diferente. Quero ser presente, parceiro, alguém em quem ela confie. Não quero que ela esconda nada de mim”, afirma.

A esposa, Vitória Azevedo Gouvea, reforça a dedicação do companheiro. “É um desafio diário para os dois, mas ele é um bom pai. Ensina, dá exemplo e participa de tudo”, diz. Segundo ela, a construção da família tem sido baseada no aprendizado constante. “A gente aprende no dia a dia e também com os mais velhos. Não existe manual. É tentativa, erro e muito amor”, destaca.

Vitória também aponta a principal característica do marido que ele traz para a paternidade. “Ele é muito bondoso, sempre disposto a ajudar os outros, seja alguém da família ou até quem ele acabou de conhecer”, afirma.

Para o casal, o objetivo é criar a filha em um ambiente de afeto e respeito. “A gente tenta ensinar desde cedo valores como educação e respeito aos mais velhos. Queremos que ela cresça feliz e sabendo conviver bem com as pessoas”, completa. Assim como outros pais de primeira viagem, Thiago resume a experiência com uma orientação simples. “Aproveite cada fase. Quando a gente vê, o tempo já passou”, conclui.

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