A morte da passista Marielly da Silva Oliveira, de 25 anos, elevou para duas o número de vítimas fatais da explosão registrada em um apartamento no bairro do Cubango, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A jovem estava internada havia cerca de duas semanas desde o acidente ocorrido durante um serviço de impermeabilização de sofá realizado no imóvel que havia adquirido recentemente.
A informação foi confirmada pela escola de samba Acadêmicos do Cubango, da qual Marielly fazia parte como integrante da ala de passistas. Em uma publicação nas redes sociais, a agremiação lamentou a perda da jovem e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
“O Acadêmicos do Cubango manifesta profundo pesar pelo falecimento de Marielly Oliveira, integrante da nossa ala de passistas e querida pela comunidade. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua alegria, dedicação e amor pelo samba. Que Deus conforte os corações de todos, e que a lembrança de Marielly permaneça viva entre nós”, declarou o perfil oficial do Acadêmicos do Cubango.
Explosão destruiu apartamento
O acidente aconteceu em 28 de maio, em um edifício localizado na Rua Noronha Torrezão. A explosão foi seguida de incêndio e deixou seis pessoas feridas. O impacto causou a destruição do apartamento onde o serviço era realizado, atingiu outras unidades do prédio e levou à interdição do quarto andar pela Defesa Civil.
Marielly foi socorrida logo após a ocorrência e permaneceu hospitalizada desde então, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Conhecida na comunidade do samba de Niterói, ela participava ativamente das atividades da escola de samba.
Investigação em andamento
Entre os feridos estava também Paulo Roberto Mattos da Silva, de 62 anos, que participava do serviço de impermeabilização. Ele morreu no dia 12 de junho em decorrência dos ferimentos sofridos na explosão.
Outra vítima, Bianca Dias de Lima, de 55 anos, continua internada em estado grave. Já Sandro José da Silva e Jorge Alejandro Canales Alarcon receberam atendimento médico e tiveram alta.
Segundo relatos de moradores e informações preliminares da investigação da Polícia Civil, um fogão teria sido aceso durante a execução do serviço. A principal hipótese apurada aponta que vapores de um produto inflamável utilizado no procedimento entraram em contato com uma fonte de ignição, provocando a explosão.
As circunstâncias do caso continuam sendo investigadas pelas autoridades, que buscam esclarecer a dinâmica do acidente e apurar possíveis responsabilidades.
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