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Ousadia pode fazer a diferença

Remo amarga lanterna na Série A e encara Grêmio em situação delicada; Papão estreia na Série C Foto: reprodução Samara Miranda

Com apenas 6 pontos na classificação, ocupando a lanterna do campeonato, o Remo se encontra naquela situação perigosa que tanto preocupava sua torcida antes do Brasileiro da Série A começar. Depois dos festejos pelo acesso, veio a expectativa quanto à formação de um elenco competitivo para permanecer na Primeira Divisão. As nove rodadas iniciais confirmaram os piores presságios.

Foram cinco derrotas, três empates e apenas uma vitória. É a pior campanha entre os 20 participantes do campeonato. Para piorar as coisas, a 10ª partida é contra o Grêmio, em Porto Alegre. Em 10º lugar, com 11 pontos, o Tricolor gaúcho está mais tranquilo na disputa, desde a chegada do técnico Luiz Castro.

Dono de um dos elencos mais qualificados do país, o Grêmio é favorito para o confronto da noite deste domingo (5). Ao lado de sua torcida, o jogo contra o lanterna representa a chance de melhorar sua pontuação.

No mundo ideal, o Remo deveria adotar uma postura ousada e agressiva para tentar surpreender o Grêmio. Afinal, já que o favoritismo é todo dos donos da casa, uma boa estratégia seria tomar a iniciativa do jogo. A questão é que a mentalidade da maioria dos técnicos normalmente desaconselha a ofensividade como arma.

O time deve manter o desenho tático exibido contra o Santos, na Vila Belmiro, com três homens no meio-campo e três atacantes. A zaga perde a liderança de Marllon, suspenso. Tchamba e Kayky são as alternativas para o centro. Marcelinho e Maick seguem nas laterais.

Na ausência dos volantes Zé Ricardo e Zé Welison, suspensos, Léo Condé deve utilizar Patrick de Paula e Leonel Picco. David Braga será o terceiro na linha média. Outra opção é Pavani, que já foi titular no setor.

Na frente, o mais provável é que o técnico repita a formação das últimas partidas, com Jajá, Taliari e Alef Manga. O trio teve boa movimentação no 1º tempo, mas cansou e perdeu agressividade na etapa final contra o Peixe.

Ao contrário do que ocorreu na Vila Belmiro, quando só entrou nos 20 minutos finais, Yago Pikachu pode ser utilizado logo de cara. Na melhor partida do Remo na temporada, contra o Bahia, a atuação do meia-atacante pela direita foi fundamental para furar o bloqueio defensivo e criar alternativas para Taliari e Manga.

Um outro problema a ser resolvido é o de criatividade no meio. Com a ausência dos passes e inversões de Vítor Bueno, o Remo tem se dedicado a fazer a transição usando passes longos. David Braga entrou no último jogo, mas parecia indeciso entre marcar e criar.

Papão luta para arrancar vitória na estreia

A estreia na Série C é o acontecimento mais aguardado pelo Paysandu na temporada. Depois da derrocada em 2025, o objetivo maior do clube é o acesso à Série B. Apesar das dificuldades financeiras, todos os esforços foram feitos para montar um time forte e competitivo.

A partida diante do Volta Redonda, no estádio Raulino de Oliveira, é um confronto direto com um dos times cotados para o acesso, juntamente com o próprio PSC e pelo menos mais oito equipes – Guarani, Inter de Limeira, Santa Cruz, Ituano, Ypiranga, Caxias, Botafogo-PB e Barra.  

Enquanto o time alternativo era derrotado na Copa Norte pelo Guaporé, o técnico Júnior Rocha permaneceu em Belém comandando os preparativos para enfrentar o Volta Redonda e buscando uma alternativa para substituir o artilheiro Ítalo, que não pode jogar por impedimento contratual.

A Série C tem o mesmo formato de disputa. A primeira fase é disputada em turno único e os oito melhores disputam dois quadrangulares para definir os quatro times classificados. A boa novidade é que neste ano apenas duas equipes serão rebaixadas para a Série D.

Ao longo do Parazão, da Copa do Brasil e da Copa Norte, a força do PSC se concentrou no meio-de-campo, formado por Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho. Desse trio depende toda a movimentação do time, cuja capacidade de marcar tem sido usada para surpreender adversários.  

Bola na Torre

O Bola na Torre deste domingo começa, excepcionalmente, à meia-noite. A apresentação de Guilherme Guerreiro, com participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, os jogos dos times paraenses nas Séries A, C e D. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado.

Cai finalmente o último fenômeno de impunidade  

Verdadeiro fenômeno de impunidade, Erick Pulgar esperou exatas 154 partidas para receber um cartão vermelho direto desde que começou a jogar no Brasil. Foi expulso de campo após entrada violenta no jogo em que o Bragantino goleou o Flamengo, na quinta-feira, 02. E com interferência do VAR, pois o árbitro de campo só deu amarelo.

Jogador mais carniceiro e maldoso em atividade por aqui, incluindo a célebre canelada na final da Libertadores, só um detalhe explica esse recorde de Pulgar: o time em que ele joga. 

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