Um ciclone extratropical em rápida intensificação está chamando a atenção dos meteorologistas e deixando 11 estados brasileiros em alerta para temporais e vendavais. O sistema, conhecido como ciclone-bomba, deve provocar os maiores impactos no Sul e avançar em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste.
Mas, afinal, por que ele recebe esse nome?
O que é um ciclone-bomba?
O termo “ciclone-bomba” não significa que o fenômeno tenha relação com uma explosão. A expressão é usada para descrever um ciclone que ganha força muito rapidamente devido à queda acentuada da pressão atmosférica.
O sistema que atua sobre o Atlântico Sul mantém condições de tempo severo em diferentes áreas do país. Entre os principais riscos estão chuvas intensas, trovoadas, granizo e ventos fortes.
Em algumas áreas, a chuva pode superar 100 milímetros em 24 horas, enquanto as rajadas próximas ao centro do ciclone sobre o oceano podem passar de 100 km/h.
Por onde o ciclone-bomba vai passar?
Os impactos mais significativos estão concentrados entre sexta-feira e sábado (8/8).
No Sul, Paraná e Santa Catarina estão entre as áreas mais afetadas, com previsão de chuva forte, trovoadas, granizo e intensas rajadas de vento.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As rajadas de vento associadas ao ciclone-bomba no Sul do Brasil podem ultrapassar os 100 km/h a 110 km/h em pontos mais críticos, com registros pontuais e estragos que superaram essa marca em áreas severas, mantendo alertas gerais de ventania entre 90 km/h nas regiões afetadas.
Depois, o sistema influencia o tempo no Sudeste e no Centro-Oeste, principalmente entre a noite de sexta e a manhã de sábado.
São Paulo está entre os estados que exigem maior atenção. A Defesa Civil paulista colocou nove regiões administrativas em alerta vermelho, incluindo áreas como Campinas, Santos, Vale do Paraíba, Litoral Norte e a Região Metropolitana da capital.
No Rio de Janeiro, são esperadas rajadas entre 52 km/h e 76 km/h, podendo ultrapassar esse valor em algumas áreas.
Quem está fora da área de risco?
Apesar de o ciclone-bomba chamar atenção pela intensidade, os efeitos mais fortes estão concentrados no Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
Quem vive em regiões mais distantes da trajetória do sistema não deve sentir os mesmos impactos.
No Norte e em boa parte do Nordeste, por exemplo, a previsão não indica a passagem direta do ciclone. O tempo continuará seguindo os padrões próprios dessas regiões, com chuva concentrada principalmente no litoral nordestino e pancadas no Amazonas, Roraima e em pontos isolados da Região Norte.
No interior do Nordeste, a tendência é de tempo seco e baixa umidade, enquanto áreas do Norte também podem registrar temperaturas elevadas.
Ou seja: o ciclone-bomba não vai “passar pelo Brasil inteiro”. O nome chama atenção pela intensidade do fenômeno, mas os efeitos mais significativos ficam restritos a determinadas regiões.
E depois da passagem do ciclone?
O sistema deve perder força e se afastar em direção ao oceano no domingo (9/8).
Na sequência, uma área de alta pressão favorecerá a entrada de ar frio no centro-sul do Brasil, provocando uma queda acentuada das temperaturas. O frio também poderá alcançar áreas do Sudeste e do Centro-Oeste nos dias seguintes.
Veja como fica o tempo em cada região
Sul: maior risco de temporais, rajadas de vento e granizo, principalmente no Paraná e em Santa Catarina.
Sudeste: chuva forte e ventos, especialmente em áreas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Centro-Oeste: os efeitos ficam mais concentrados no sul de Mato Grosso do Sul. Outras áreas continuam com tempo seco.
Nordeste: chuva principalmente na faixa litorânea, enquanto o interior permanece seco e com baixa umidade.
Norte: pancadas de chuva e trovoadas em áreas do Amazonas e de Roraima, além de possibilidade de chuva isolada em outros pontos.
Em resumo
Sul: maior risco de temporais, fortes rajadas de vento e granizo.
Sudeste: chuva forte e rajadas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Centro-Oeste: efeitos mais concentrados no sul de Mato Grosso do Sul.
Norte: pancadas em áreas específicas, sem passagem direta do ciclone.
Interior do Nordeste: predomínio de tempo seco.
Litoral nordestino: possibilidade de pancadas de chuva.
Para quem está fora das áreas de maior impacto, a recomendação é acompanhar a previsão meteorológica da própria cidade, já que as condições podem mudar ao longo das próximas horas.
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