Assassinado e esquartejado em maio de 2012 por sua esposa, Elize Matsunaga, o executivo da Yoki, Marcos Matsunaga, teve um histórico complexo envolvendo a localização, análise pericial e o sepultamento de seus restos mortais em São Paulo.
1. Descarte e localização das partes do corpo
Após o crime na cobertura do casal, na capital paulista, o corpo de Marcos foi esquartejado e dividido em sacos plásticos colocados dentro de três malas. Os restos mortais tronco, membros e cabeça foram descartados e espalhados ao longo da Estrada dos Pires, na região de Cotia, Grande São Paulo. Após serem encontrados pela polícia, os fragmentos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para identificação e autópsia.
2. Primeiro sepultamento (2012)
Com a conclusão da primeira perícia e a liberação dos restos mortais pelo IML, o corpo de Marcos Matsunaga foi sepultado no jazigo da família no Cemitério São Paulo, localizado na Zona Oeste da capital paulista.
3. Exumação e nova perícia (2013)
Em março de 2013, quase um ano após o assassinato, a Justiça atendeu a um pedido da defesa de Elize Matsunaga e autorizou a exumação do cadáver.
O objetivo: A defesa contestava a primeira autópsia do IML que afirmava que Marcos ainda estava vivo (e respirando sangue) durante a decapitação, o que configuraria a qualificadora de meio cruel. Os advogados queriam provar que ele havia morrido imediatamente após levar o tiro na cabeça.
O resultado: O laudo da exumação foi inconclusivo. O avançado estado de decomposição dos restos mortais comprometeu a avaliação definitiva sobre a presença de reações vitais no momento do esquartejamento.
4. O resepultamento definitivo
Após permanecer mais de dois meses sob custódia dos peritos da Polícia Técnico-Científica para os exames complementares, os restos mortais de Marcos Matsunaga foram finalmente devolvidos à família e resepultados definitivamente no mesmo jazigo familiar, no Cemitério São Paulo, em maio de 2013.
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