Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

O número do RG sumiu da nova identidade e muita gente ainda não sabe o motivo

A nova Carteira de Identidade Nacional utiliza o CPF como número único de identificação dos brasileiros. Foto: divulgação/reprodução

Quem recebeu a Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode ter estranhado a ausência do tradicional número do Registro Geral (RG). Afinal, durante décadas, esse foi o principal dado de identificação dos brasileiros. No entanto, a mudança faz parte de uma nova regra nacional que busca unificar o cadastro dos cidadãos.

Desde a sanção da Lei nº 14.534/2023, o CPF passou a ser o número único de identificação em todo o país. Na prática, isso significa que os novos documentos emitidos pelos órgãos públicos utilizam o número do CPF como referência principal, substituindo o antigo número do RG.

Unificação de cadastros e acesso a serviços

A medida busca reduzir a duplicidade de cadastros, facilitar o acesso aos serviços públicos e integrar as bases de dados dos governos federal, estaduais e municipais. Além disso, evita que uma mesma pessoa tenha diferentes números de identificação em documentos distintos.

Por isso, na nova Carteira de Identidade Nacional, o cidadão não encontra mais um número próprio de RG. O documento utiliza exclusivamente o número do CPF, que passa a identificar oficialmente o brasileiro perante os órgãos públicos.

A mudança também alcança diversos outros documentos e registros públicos. O número do CPF passa a constar em documentos como certidões de nascimento, casamento e óbito, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho, Título de Eleitor, Cartão Nacional de Saúde, registros do PIS/Pasep, NIT, certificados militares e outros cadastros administrados pelo poder público.

Outra mudança importante é que, para acessar serviços públicos, o cidadão deverá informar apenas o número do CPF ou apresentar um documento que contenha esse número. Pela legislação, os órgãos públicos não poderão exigir outro número de identificação quando o CPF já for suficiente para identificar a pessoa.

Adaptação e prazo de validade do RG antigo

Segundo o governo federal, a unificação pretende tornar o atendimento mais simples, reduzir burocracias e melhorar a comunicação entre os sistemas públicos. A implementação ocorreu de forma gradual para permitir a adaptação dos órgãos responsáveis pela emissão de documentos e pela gestão dos cadastros.

Quem ainda possui o antigo RG pode continuar utilizando o documento dentro do prazo de validade previsto – até 28 de fevereiro de 2032. No entanto, nas novas emissões da Carteira de Identidade Nacional, o CPF passa a ocupar definitivamente o papel de número oficial de identificação do cidadão brasileiro.

O post O número do RG sumiu da nova identidade e muita gente ainda não sabe o motivo apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads