Morreu aos 59 anos o habilidoso meia Carlos Alberto Dias, que teve seu ponto alto da carreira no Botafogo no início dos anos 90. Era um meia clássico, desses que agora chamam de jogador que pisa na área, mas com técnica apurada e faro de gol incrível.
Foi dele o gol do título carioca de 1990, quando o Botafogo começou a se acostumar a ganhar títulos, depois de quebrar um longo jejum em 1989, quando bateu o Flamengo no lendário gol de Maurício.
Botafoguense como eu, decoro os nomes. Se naquela noite teve lua cheia — e teve —, ou seja, todos os pormenores.
E, em 1990, sem o caminhão nas costas, o Fogão bateu o Vasco na final. E não foi uma final qualquer. O Vasco tentou dar carteirada no fim e até simulou uma volta olímpica no antigo Maracanã com uma caravela. Era o puro suco do futebol brasileiro, numa época em que bicheiros, Eurico Miranda e afins aprontavam das suas no futebol carioca.
Carlos Alberto dizia sempre que aquele era o gol mais importante de sua vida. E o gol o imortalizou na galeria dos grandes craques do Glorioso, tal qual Maurício, em 1989; Túlio, em 1995; Luiz Henrique, muitas décadas depois. Além, claro, dos ídolos do passado, como Quarentinha, Mané e tantos outros.
Sobre 1990, o tapetão do Vasco não vingou. Carlos Alberto ainda chegou a jogar por duas temporadas no time de São Januário e foi campeão carioca em 1992 e 1993.
Vinha tentando despontar como treinador, mas em mercados pouco badalados. Até dirigiu o Castanhal em algum momento.
Agora, morreu em Caruaru, Pernambuco. Era o técnico do desconhecido Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe.
Se a carreira de treinador não deslanchou como se esperava, como jogador deixou sua história pronta.
RIP, Carlos Alberto Dias!
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