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Nubank avança para comprar banco no Brasil em negócio de R$ 250 milhões

O Nubank avança na disputa para comprar a operação brasileira da Caixa Geral de Depósitos e busca acelerar a obtenção da licença bancária plena. Fotos Reprodução / Nubank – Reprodução / Pub Monster Neil / Trip Advisor

O Nubank deu um passo importante para ampliar sua atuação no sistema financeiro brasileiro. A fintech avançou na disputa para comprar a operação brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco estatal de Portugal, em uma negociação estimada em cerca de R$ 250 milhões. A informação foi revelada pelo jornal Valor Econômico.

O processo faz parte do plano de desestatização conduzido pelo governo português. O prazo para apresentação das propostas terminou na última semana. Além do Nubank, também seguem na disputa os grupos MD Capital e Garantia Capital. A expectativa é que a venda renda aproximadamente R$ 250 milhões aos cofres de Portugal.

A possível aquisição vai além da expansão dos negócios. O principal objetivo do Nubank é acelerar a obtenção da licença bancária plena no Brasil. A instituição já informou ao mercado que estuda diferentes alternativas para atender às exigências regulatórias impostas pelo Banco Central.

Encontrar um NuBank na esquina mais próxima pode estar cada vez mais perto de acontecer. Foto: gerada por IA

Em nota enviada ao Valor Econômico, o banco afirmou que as análises em andamento não representam uma decisão definitiva sobre qualquer operação específica. Segundo a fintech, qualquer definição relevante será comunicada oficialmente ao mercado.

A filial brasileira da Caixa Geral de Depósitos administra cerca de R$ 1,9 bilhão em ativos. Desse total, aproximadamente R$ 860,6 milhões correspondem a operações de crédito e garantias. Apesar do porte da instituição, fontes do mercado financeiro afirmam que parte dessa carteira apresenta operações consideradas complexas, incluindo uma garantia de dezenas de milhões de reais relacionada à operadora Oi.

Por isso, o interesse do Nubank estaria concentrado principalmente na estrutura jurídica da instituição. No fim do ano passado, o fundador e CEO global da empresa, David Vélez, afirmou que uma eventual compra teria como foco apenas a chamada “casca” do banco, sem interesse na carteira de crédito.

“Se comprarmos um banco, será algo pequeno, principalmente pela licença”, declarou o executivo.

A estratégia ganhou ainda mais importância após mudanças regulatórias do Banco Central, que determinam que empresas sem licença bancária deixem de utilizar o termo “bank” em suas marcas. Com isso, obter a autorização plena tornou-se prioridade para a fintech.

Compra da filial da Caixa Geral de Depósitos pode fortalecer estratégia regulatória do Nubank. Foto: REUTERS/Jose Manuel Ribeiro/Foto de arquivo

Além do Nubank, permanecem na disputa a MD Capital, criada pelos ex-executivos do Bradesco, Mario da Silveira Teixeira Junior e Dorival Antonio Bianchi, e a Garantia Capital, formada por André Perfeito, Marcelo Bragaglia e Luiz Cesar Fernandes, fundador dos antigos Banco Garantia e Banco Pactual.

Especialistas do mercado avaliam que esses grupos possuem experiência em operações financeiras estruturadas e podem demonstrar interesse pelos ativos da instituição portuguesa. Ainda assim, o avanço do Nubank coloca a fintech entre as principais candidatas para concluir a compra e acelerar sua estratégia de expansão regulatória no Brasil. Vem aí o CNPJ full experience, será?

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