Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Nova variante da Covid preocupa cientistas; veja o que se sabe sobre a BA.3.2

Primeira detecção da variante Cicada (BA.3.2) ocorreu na África do Sul em 22 de novembro de 2024, a partir de uma amostra respiratória.
Foto reprodução: iStock

Uma nova variante da Covid-19, identificada como BA.3.2, está sendo monitorada por cientistas em diferentes partes do mundo. A linhagem, que deriva da Ômicron, entrou no radar de pesquisadores por apresentar mutações que podem influenciar sua capacidade de infecção.

O alerta mais recente foi divulgado na última sexta-feira (03) pela Global Virus Network (GVN), que reúne especialistas de diversos centros de pesquisa. Segundo a entidade, o surgimento dessa sublinhagem faz parte do processo natural de evolução do coronavírus e, até agora, não há indícios de maior risco para a população.

Um dos principais pontos de atenção é o chamado escape imunológico. Esse fenômeno ocorre quando o vírus sofre alterações genéticas, principalmente na proteína spike, responsável por se ligar às células humanas, que aumentam a chance de infecção mesmo em pessoas já imunizadas por vacinas ou que tiveram Covid-19 anteriormente. Apesar disso, especialistas ressaltam que as vacinas continuam eficazes na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes.

Outro fator que chama a atenção dos pesquisadores é o número de mutações identificadas na BA.3.2, considerada uma linhagem mais “divergente” em relação a outras variantes recentes. Esse aspecto levanta a necessidade de monitoramento contínuo para avaliar possíveis mudanças no comportamento do vírus ao longo do tempo.

Até o momento, não há evidências de que a BA.3.2 provoque quadros mais severos de Covid-19. Também não foi identificado um aumento sustentado na taxa de transmissão, embora os estudos ainda estejam em andamento.

Origem e Nomenclatura da Variante

A variante ficou conhecida informalmente como “cigarra” ou “cicada”, apelido que surgiu após seu reaparecimento depois de um período com baixa circulação. Especialistas reforçam que essa nomenclatura não tem valor científico.

Identificada inicialmente na África do Sul, a BA.3.2 já foi detectada em 23 países até fevereiro de 2026, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Japão e Coreia do Sul. O Brasil ainda não possui registros da cepa. A linhagem segue sendo acompanhada por meio de vigilância genômica, análise de águas residuais e monitoramento de viajantes.

Sintomas e Recomendações

Os sintomas associados à variante permanecem semelhantes aos de outras versões recentes da Covid-19, incluindo febre, tosse, dor de garganta, cansaço, congestão nasal e, em alguns casos, sintomas gastrointestinais, como náusea e diarreia.

Diante desse cenário, a recomendação das autoridades de saúde não muda: manter a vacinação atualizada, realizar testes em caso de sintomas e adotar medidas preventivas quando necessário. Embora não haja motivo para alarme, especialistas destacam que o acompanhamento contínuo é essencial para responder rapidamente a qualquer mudança no perfil da doença.

O post Nova variante da Covid preocupa cientistas; veja o que se sabe sobre a BA.3.2 apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest