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MPRJ denuncia grupo acusado de espancar capivara e caso avança na Justiça

Capivara sofreu ferimentos graves após ser atacada com paus e pedras por grupo investigado pela polícia no Rio de Janeiro. Foto: reprodução/CRAS

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça seis homens acusados de espancar uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada do dia 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense. A investigação aponta que o grupo agiu de forma consciente e coordenada. Além disso, contou com a participação de dois adolescentes durante o ataque ao animal silvestre.

Os denunciados respondem por crimes de maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa. Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção em preventiva durante audiência de custódia realizada no fim de março. Desde então, os acusados permanecem presos enquanto o processo segue em andamento.

Segundo a denúncia, os homens cercaram o animal e iniciaram o espancamento com pedras e pedaços de madeira com pregos. A ação provocou ferimentos graves. O laudo veterinário registrou traumatismo craniano e lesão ocular severa. O Ministério Público destacou que o ataque ocorreu sem qualquer autorização legal, o que também caracteriza caça ilegal de animal silvestre.

Os investigadores relataram ainda que os envolvidos filmaram toda a agressão. Durante a gravação, demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal sofria. Além disso, as pedras lançadas atingiram veículos estacionados nas proximidades e causaram danos ao patrimônio de moradores da região.

Prisão e confissão dos suspeitos

Após diligências da Polícia Civil, os suspeitos foram identificados e localizados. No momento da prisão, eles admitiram a prática do crime. Alegaram que pretendiam abater a capivara para consumo. Entretanto, o Ministério Público apontou indícios de reiteração criminosa. Uma testemunha reconheceu um dos acusados como responsável por agressões contra outra capivara poucos dias antes, no mesmo bairro.

Danos ambientais e pedido de reparação

Na esfera cível, o órgão também pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos ambientais, morais coletivos e materiais causados pela ação. Com base em laudo técnico de valoração de danos à fauna, o prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57. O dinheiro deverá ser destinado a instituições que atuam no atendimento veterinário e na recuperação do animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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