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Morre Yayoi Kusama, ícone da arte contemporânea, aos 97 anos; saiba quem foi

Reprodução

A artista japonesa Yayoi Kusama, um dos nomes mais reconhecidos da arte contemporânea mundial, morreu aos 97 anos. O falecimento ocorreu em 14 de agosto, em um hospital de Tóquio, no Japão, mas a informação só foi divulgada nesta quinta-feira (27). A causa da morte não foi informada.

Yayoi Kusama, Kusama with Pumpkin. Installation View: Aichi Triennale, 2010 (Reprodução)

Conhecida mundialmente pelas bolinhas coloridas, abóboras e salas de espelhos que parecem não ter fim, Kusama construiu uma carreira de mais de sete décadas transformando experiências pessoais, padrões repetitivos e visões que a acompanhavam desde a infância em obras que conquistaram museus e milhões de visitantes.

Quem foi Yayoi Kusama?

Nascida em 22 de março de 1929, em Matsumoto, no Japão, Yayoi Kusama começou a desenhar ainda criança. Desde cedo, relatava experiências visuais que influenciariam diretamente sua produção artística.

As imagens repetitivas de pontos e padrões se tornaram uma das principais marcas de sua obra. Em vez de esconder essas experiências, Kusama passou a transformá-las em pinturas, esculturas, instalações e performances.

A artista estudou pintura tradicional japonesa antes de deixar o país. Em 1957, mudou-se para os Estados Unidos, onde passou a fazer parte da cena artística de vanguarda de Nova York. Ali, desenvolveu trabalhos experimentais e participou de performances e happenings que desafiaram os padrões da arte da época.

Por que Yayoi Kusama ficou famosa?

A repetição é uma das características mais marcantes de sua produção. Pontos, redes, espelhos e formas orgânicas aparecem constantemente em seus trabalhos, criando a sensação de que o observador está diante de um espaço sem limites.

Foi a partir dessas experiências que surgiram as famosas “Infinity Mirror Rooms”, instalações nas quais espelhos, luzes e elementos repetidos criam a impressão de um ambiente infinito.

As instalações ajudaram a aproximar a arte contemporânea de um público amplo e transformaram as exposições de Kusama em experiências imersivas.

As bolinhas viraram sua assinatura

Os polka dots, ou bolinhas, estão entre os símbolos mais conhecidos de Kusama. Elas aparecem em pinturas, esculturas, objetos e instalações de diferentes dimensões.

A artista também ficou conhecida pelas abóboras amarelas com pontos pretos, outra imagem que se tornou imediatamente associada ao seu trabalho.

Sua estética ultrapassou os museus e chegou à moda, ao design e à cultura popular, ampliando ainda mais o alcance de sua obra.

Crédito detalhado (recomendado): Obra: “Infinity Mirrored Room — All the Eternal Love I Have for the Pumpkins” (2016), de Yayoi Kusama / Foto: Reprodução

A arte como forma de enfrentar as próprias experiências

Kusama falou publicamente ao longo da vida sobre as experiências psicológicas que influenciaram sua produção. Ela relatava ter visões e alucinações desde a infância e dizia que a repetição dos pontos fazia parte da maneira como percebia o mundo.

Depois de retornar ao Japão, em 1973, passou a viver voluntariamente em uma instituição psiquiátrica em Tóquio, enquanto mantinha um estúdio próximo para continuar trabalhando.

Mesmo com as dificuldades pessoais, Kusama permaneceu produtiva durante décadas e continuou criando até os últimos anos de vida.

Uma artista que conquistou o mundo

A trajetória de Kusama passou por alguns dos principais museus e instituições de arte do mundo. Seus trabalhos foram exibidos em espaços como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e a Tate Modern, em Londres.

Em 2017, foi inaugurado em Tóquio o Museu Yayoi Kusama, dedicado à sua obra.

A artista também recebeu importantes reconhecimentos, entre eles a Ordem da Cultura do Japão, em 2016.

O post Morre Yayoi Kusama, ícone da arte contemporânea, aos 97 anos; saiba quem foi apareceu primeiro em Diário do Pará.

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