O empresário Marcos Marcelino de Oliveira, uma das figuras de longa trajetória na representação do setor industrial paraense, morreu nesta terça-feira (25 de agosto). A informação foi confirmada pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), que divulgou nota de pesar destacando a contribuição do empresário para o desenvolvimento da indústria e manifestando solidariedade aos familiares e amigos.
Marcos Marcelino construiu uma trajetória profissional que atravessou décadas e esteve diretamente associada ao ambiente empresarial e à representação institucional da indústria no Pará. Registros históricos mostram sua presença na direção da FIEPA em diferentes gestões, até alcançar um dos postos mais importantes da entidade, o de vice-presidente executivo.
Na gestão 2018-2022, Marcelino integrou formalmente o grupo de vice-presidentes executivos da Federação. Documentos institucionais da própria FIEPA também registram que ele já fazia parte da direção da entidade em períodos anteriores, incluindo os quadriênios 2010-2014 e 2014-2018, o que evidencia uma participação prolongada nas discussões e decisões relacionadas ao setor produtivo paraense.
Atuação em entidades de classe
Sua atuação ultrapassou os cargos de direção. Marcos Marcelino também esteve à frente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Pará (Simepa). Publicação institucional da FIEPA o identifica como presidente da entidade, representação diretamente ligada a segmentos tradicionais e estratégicos da atividade industrial do Estado.
A carreira empresarial de Marcelino, no entanto, começou muito antes de sua projeção nas entidades representativas. Ainda no final da década de 1980, ele já comandava empreendimentos no Estado.Teve atuação empresarial vinculada à Diagro Adubos e à criação de uma administradora de consórcios de bens móveis duráveis, em sociedade com o empresário Luiz Soares. Outro registro daquele mesmo período já mencionava a organização do departamento de recursos humanos de suas empresas.
Essa trajetória empresarial acabou se conectando de forma cada vez mais intensa à representação da indústria. Ao longo dos anos, Marcelino participou de articulações empresariais, debates sobre desenvolvimento econômico e iniciativas voltadas à ampliação da competitividade e dos negócios paraenses.
Reconhecimento e liderança na FIEPA
Em 2000, recebeu a Medalha do Mérito Industrial Simão Miguel Bitar, principal honraria concedida pelo setor industrial paraense a empresários, personalidades e instituições reconhecidos pelas contribuições ao desenvolvimento econômico e industrial do Pará. A homenagem passou a integrar um dos marcos de sua trajetória dentro do setor.
Marcelino também chegou a comandar interinamente a própria Federação das Indústrias. Em novembro de 2021 participou como presidente em exercício da FIEPA no lançamento do Fruit Amazon Business Meeting, iniciativa voltada à aproximação de empresas da Amazônia Legal com compradores internacionais do segmento de fruticultura.
Na ocasião, Marcelino defendeu o fortalecimento das exportações amazônicas e ressaltou o potencial do Pará como porta de entrada e saída dos produtos produzidos na região. O evento reuniu representantes da FIEPA, Governo do Pará, Sebrae, Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), ApexBrasil e Confederação Nacional da Indústria (CNI), evidenciando sua participação em agendas de articulação institucional e abertura de mercados.
Também como presidente em exercício da Federação, Marcos Marcelino representou a indústria paraense em outros compromissos institucionais. Em novembro de 2021, participou da sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa do Pará em homenagem aos 70 anos da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), dividindo a mesa com representantes do Legislativo, do setor produtivo, do Sebrae e do Governo do Estado.
A presença de Marcelino na direção da Federação continuou registrada nas publicações institucionais referentes ao ciclo administrativo encerrado em 2023. A edição de maio daquele ano da revista Pará Industrial ainda o apresentava entre os vice-presidentes executivos do Sistema FIEPA, ao lado de outras lideranças históricas da indústria estadual.
Ao comunicar a morte nesta terça-feira, o Sistema FIEPA definiu Marcos Marcelino como uma “importante liderança empresarial paraense” e ressaltou o compromisso e as contribuições deixadas por ele para o setor industrial.
A morte encerra uma trajetória marcada por décadas de atuação empresarial, associativismo e representação institucional. Dos negócios privados às entidades de classe, passando pela vice-presidência executiva e pela presidência interina da FIEPA, Marcos Marcelino consolidou seu nome entre os empresários que participaram da construção e da defesa da agenda industrial do Pará.
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