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Marinha cobra reflutuação da barcaça que afundou com 2 mil toneladas de milho na Baía do Marajó

A Marinha do Brasil notificou a empresa responsável pela barcaça que naufragou com cerca de 2 mil toneladas de milho na Baía do Marajó, no Pará. A empresa deve apresentar um plano para reflutuação e destinação da embarcação.

A Marinha do Brasil notificou a empresa responsável pela barcaça que naufragou com cerca de 2 mil toneladas de milho na Baía do Marajó, no Pará, e determinou a apresentação das providências necessárias para reflutuação e destinação da embarcação. O acidente ocorreu na manhã de segunda-feira (17), nas proximidades da Ilha do Capim, em Abaetetuba. Não houve vítimas.

A embarcação integrava um comboio composto por um empurrador e 25 barcaças carregadas de milho. Após o acidente, quatro empurradores foram mobilizados para reorganizar as demais unidades que permaneceram na superfície. O comboio conseguiu retomar a navegação com destino a Vila do Conde, em Barcarena, acompanhado por uma equipe de Inspeção Naval da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) até a atracação em segurança.

Informações divulgadas anteriormente indicam que o comboio era conduzido pelo empurrador HB Pirarara, da Hidrovias do Brasil. Relatos iniciais apontaram que uma das barcaças teria se desprendido e, posteriormente, afundado parcialmente em meio à forte agitação das águas. Imagens registradas após o acidente mostram a embarcação com parte da estrutura submersa.

Marinha notificou responsável por barcaça com cerca de 2 mil toneladas de milho que naufragou na Baía do Marajó. Acidente ocorreu na segunda-feira (17), próximo à Ilha do Capim, em Abaetetuba, e não deixou vítimas, segundo a Marinha.

Empresa deve apresentar plano de reflutuação

A notificação da Marinha determina que a responsável pela embarcação apresente as medidas que serão adotadas para retirar e dar destinação à barcaça. Os procedimentos deverão obedecer às normas da Autoridade Marítima referentes às atividades de assistência e salvamento, pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas e bens.

Além da cobrança pelo plano de reflutuação, a CPAOR instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O procedimento deverá esclarecer as causas e circunstâncias do naufrágio e verificar eventuais responsabilidades relacionadas ao episódio.

Uma equipe de Inspeção Naval foi enviada ao local para acompanhar a ocorrência e as providências adotadas após o acidente. Até a divulgação das informações pela Marinha, não havia registro de pessoas feridas.

Carga de milho e investigação das causas

Apesar de referências iniciais nas redes sociais apenas indicarem que a barcaça transportava milho, a informação divulgada nesta quarta-feira (19) aponta que havia aproximadamente 2 mil toneladas do grão na embarcação.

Ainda não foi divulgada oficialmente a causa do afundamento. Também não há, até o momento, confirmação pelas autoridades sobre eventual dano ambiental provocado pelo acidente ou pela carga transportada. Reportagens produzidas logo após o naufrágio já apontavam que esses impactos ainda precisavam ser avaliados.

O IAFN deverá reunir depoimentos, documentos e outros elementos técnicos para reconstruir a dinâmica do acidente. A prioridade imediata, porém, é garantir a segurança da navegação e definir como será feita a reflutuação e retirada da barcaça da Baía do Marajó.

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