O cantor, compositor e arranjador brasileiro Lenine se apresenta pela primeira vez em Soure, no Marajó, no dia 29 de agosto, no encerramento do Festival Choro Jazz, que retorna ao arquipélago de 25 a 29 de agosto, com oficinas musicais e shows com grandes nomes da música instrumental, tudo gratuito.
O cantor apresentará ao público o show da turnê “Eita”, que celebra seu álbum e projeto audiovisual homônimo lançado em novembro de 2025. O espetáculo destaca a forte relação do artista com o Nordeste, misturando som, luz, poesia, as 11 faixas inéditas do disco e grandes sucessos da carreira do artista.
Essa é a terceira edição do festival em Soure, que já entrou na rota do itinerário do evento, que é mais que um festival, é um espaço de encontros entre artistas consagrados, novas gerações e o público que curte uma boa música.
“O retorno do Festival Choro Jazz a Soure reafirma nosso compromisso com a continuidade das ações culturais no Marajó. Mais do que realizar apresentações e oficinas, buscamos construir uma relação permanente com o território, contribuindo para a formação de público, a valorização dos músicos locais e o intercâmbio entre diferentes tradições musicais brasileiras”, disse Aline de Moraes, do Núcleo de Direção-Geral do evento.
Idealizado há 17 anos por Antônio Ivan Capucho, o evento começou em Jericoacoara, no interior do Ceará, mas vem rompendo fronteiras com edições itinerantes levando o melhor da música para outras localidades, como o Pará.
“A Lei Rouanet é essencial para tornar essa circulação possível, permitindo que um festival percorra o país e leve programação artística de excelência a regiões que normalmente estão fora das grandes rotas culturais. Assim, ampliamos o acesso da população à música instrumental brasileira e a repertórios que raramente chegam pelos meios convencionais, fortalecendo a diversidade cultural e a liberdade de escolha de cada cidadão. E a meu ver, a liberdade de conhecer novos repertórios, artistas e linguagens amplia o horizonte das pessoas e fortalece a educação e a diversidade que caracteriza a cultura brasileira”, falou Aline de Moraes.
O festival já levou à ilha do Marajó grandes nomes da música como: Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Renato Borghetti, entre outros. E nesta edição, o público vai poder assistir no primeiro dia de shows o grupo Vereda, conjunto de música instrumental brasileira que transita pelo choro, jazz e improvisação, liderado pelo contrabaixista Sizão Machado, que vai apresentar no festival um show em comemoração aos 100 anos de Moacir Santos. No primeiro dia tem ainda, o encontro de Carol Panesi e Caetano Brasil e fecha com o Arraial do Pavulagem.
Já no segundo dia, 29, sobe ao palco o quinteto paraense Caxangá apresentando ao público o EP instrumental “Transamazônica”, que conecta os sons do Norte e do Nordeste. O trabalho homenageia a rodovia BR-230 e mistura ritmos e influências regionais. Em seguida é vez de Luiz Otávio Quarteto, projeto do pianista e tecladista carioca Luiz Otávio. E para encerrar a noite e o festival, Lenine apresenta seu novo show da turnê “Eita”
“Serão dois dias de muita música e energia boa no Marajó. Quando é feito com o coração e tem essa receptividade tanto da população e da crítica, da imprensa, fico feliz com isso. A ideia é que o festival continue no Marajó por muitos e muitos anos, vamos trabalhar para isso”, disse Capucho idealizador do evento e curador do festival.
Oficinas gratuitas e formação artística
Como parte de sua proposta de democratização do acesso à cultura e de formação artística, o Festival Choro Jazz realizará um programa de oficinas gratuitas voltadas a estudantes de música, músicos profissionais e amadores, educadores, produtores culturais e demais interessados na música instrumental brasileira e na gestão cultural. As inscrições estarão abertas a partir do dia 05 de agosto no Instagram do festival @chorojazz.
As atividades integram a programação formativa do Festival e têm como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos entre artistas de reconhecida trajetória nacional e os participantes, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva da música, a qualificação técnica de músicos e agentes culturais, a valorização da diversidade cultural brasileira e a ampliação do acesso à formação artística.
Todas as oficinas possuem carga horária de 8 (oito) horas, distribuídas ao longo da programação do Festival, e adotam metodologia participativa, combinando conteúdos teóricos, demonstrações práticas, exercícios individuais e coletivos, estudos de repertório, prática de conjunto e momentos de diálogo entre docentes e participantes.
Ao final das atividades, espera-se que os participantes ampliem seus conhecimentos técnicos e artísticos, desenvolvam novas competências musicais e profissionais e fortaleçam sua capacidade de atuação no campo da música e da cultura, contribuindo para a formação de redes de colaboração e para a difusão da música instrumental brasileira.
As oficinas ofertadas são: Improvisação e Criatividade com Carol Panesi, que propõe o desenvolvimento da expressão intuitiva, criativa e livre na música por meio da integração entre recursos técnicos, teóricos e práticos de improvisação. A metodologia baseia-se nas ferramentas desenvolvidas por Carol Panesi, inspiradas na abordagem da Música Universal concebida por Hermeto Pascoal, estimulando a escuta, a criatividade, a interação musical e a construção de uma linguagem artística própria.
Tem ainda: Interpretação e Improvisação para Instrumentos Melódicos com Sérgio Coelho, Consciência Rítmica com Bruno Migotto e Produção de Festivais, Elaboração de Projetos Culturais com Aline de Moraes e oficina de contrabaixo e prática de conjunto com Sizão Machado.
Apresentado pelo Ministério da Cultura, o Festival Choro Jazz 2026 conta com o apoio institucional da Prefeitura de Soure.
Veja um pouco como foi o evento ano passado
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