O leilão da Caixa Econômica Federal colocará 1.605 imóveis à venda em diferentes regiões do Brasil, com lances iniciais a partir de R$ 11,6 mil e descontos que podem chegar a 67% sobre o valor de avaliação. As disputas serão realizadas exclusivamente pela internet, em quatro etapas entre 25 de junho e 23 de julho de 2026.
A oferta reúne principalmente apartamentos e casas, além de terrenos e imóveis comerciais. As unidades estão distribuídas por 26 estados e pelo Distrito Federal e podem interessar tanto a famílias em busca da casa própria quanto a investidores.
Relação inclui imóveis em Ananindeua
O Sudeste concentra a maior quantidade, com 872 imóveis. O Nordeste aparece com 283 oportunidades, seguido pelo Centro-Oeste, com 211; Sul, com 173; e Norte, com 66 unidades. No Pará, a relação inclui imóveis localizados em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
Parte dos imóveis poderá ser financiada, e determinados lotes permitem utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS. Essas possibilidades não se aplicam automaticamente a toda a oferta e devem ser verificadas individualmente no edital e na página de cada propriedade.
Calendário e descontos
O calendário começa em 25 de junho, com a primeira praça, na qual os lances partem do valor de avaliação. A segunda praça será encerrada em 3 de julho e poderá oferecer descontos de até 40%.
As duas etapas seguintes serão realizadas na modalidade de licitação aberta. A disputa marcada para 16 de julho terá descontos que podem chegar a 67%, enquanto a rodada de 23 de julho poderá apresentar redução de até 49% no valor dos imóveis.
Para participar, pessoas físicas e jurídicas devem realizar cadastro na plataforma da Fidalgo Leilões, responsável pela condução do certame em parceria com a Caixa. Também será necessário encaminhar os documentos exigidos e cumprir as condições estabelecidas no edital.
Como participar e cuidados essenciais
Após a habilitação, o interessado poderá selecionar o imóvel e registrar o lance dentro do prazo. A maior oferta válida poderá vencer, desde que respeite o valor mínimo e as demais regras do lote. O participante deve calcular previamente os recursos disponíveis, pois a proposta apresentada gera obrigações quando confirmada.
Antes de disputar uma unidade, é necessário consultar endereço, área, estado de conservação, situação de ocupação, matrícula, condições de pagamento e possíveis pendências. Visitas e avaliações presenciais dependerão das regras e da disponibilidade informadas para cada imóvel.
Débitos de IPTU e condomínio também exigem atenção. Segundo as condições divulgadas, quando a dívida de IPTU ultrapassar 10% do valor de avaliação, a Caixa assumirá integralmente o pagamento. Quando ficar abaixo desse limite, a quitação será de responsabilidade do comprador.
Nas dívidas condominiais, o arrematante poderá responder por valores equivalentes a até 10% da avaliação do imóvel. A Caixa ficará responsável pela parcela que ultrapassar esse percentual. A aplicação dessas regras deve ser confirmada na descrição de cada lote.
O leiloeiro oficial Douglas Fidalgo recomenda que os interessados “estudem bem as opções disponíveis e verifiquem as condições de financiamento, uso do FGTS e eventuais débitos” antes de apresentar uma oferta.
Entre os exemplos nacionais divulgados estão terrenos e apartamentos com valores abaixo de R$ 100 mil. Um dos menores preços aparece em Demerval Lobão, no Piauí, onde um terreno de 302,15 metros quadrados tem lance inicial de R$ 18.879,59.
Aprenda a participar dos Leilões da Caixa:
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