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Justiça proíbe oferta de consignado na casa de aposentados

Aposentados e pensionistas ganham mais proteção contra o assédio de instituições financeiras após decisão do STJ.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu reforçar a proteção de aposentados e pensionistas ao proibir que instituições financeiras realizem ofertas de empréstimo consignado diretamente nas residências dos beneficiários. A medida representa um marco no combate ao assédio comercial praticado por correspondentes bancários e agentes financeiros que visitavam idosos para oferecer crédito com desconto direto em benefícios previdenciários. A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Corte, que entendeu que esse tipo de abordagem viola princípios de proteção ao consumidor, especialmente em relação a pessoas consideradas mais vulneráveis, como idosos e pensionistas.

Prática favorece superendividamento

O entendimento do tribunal reforça a aplicação das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor e no Estatuto da Pessoa Idosa, reconhecendo que a oferta insistente de crédito em ambiente domiciliar pode influenciar decisões financeiras sem que o consumidor tenha condições adequadas de avaliar os riscos da contratação. O STJ destacou que a prática favorece situações de superendividamento e amplia a vulnerabilidade econômica de aposentados, grupo frequentemente alvo de campanhas agressivas de venda de crédito consignado.

Nos últimos anos, órgãos de defesa do consumidor registraram aumento das reclamações relacionadas à contratação de empréstimos consignados, sobretudo por idosos que alegam pressão para assinar contratos ou dificuldade para compreender todas as condições das operações. Com a decisão, bancos e correspondentes ficam impedidos de utilizar visitas domiciliares como estratégia de captação de clientes para esse tipo de financiamento.

Idosos deixam de ser alvo de visitas domiciliares para oferta de crédito consignado após entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça.

Medida fortalece proteção a beneficiários

Especialistas avaliam que a medida fortalece a proteção dos beneficiários do INSS e contribui para reduzir fraudes, contratos indevidos e práticas consideradas abusivas. Embora o crédito consignado continue autorizado, sua oferta deverá observar critérios mais rigorosos de transparência e respeito à autonomia do consumidor. A expectativa é que a decisão sirva de referência para futuras ações judiciais envolvendo assédio comercial e proteção financeira de idosos em todo o país.

Você já desconfiou de uma oferta de empréstimo?

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