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Goiânia e Abadia de Goiás: um tour pela história do acidente com o Césio-137

Local dos rejeitos em Abadia de Goiás. Foto: Divulgação

A série da Netflix “Emergência Radioativa” revive o drama do acidente radiológico com o Césio-137 em Goiânia (GO). O caso ocorrido em 1987 até hoje é considerado o maior acidente com radiação do mundo fora de uma usina nuclear. Aí você me pergunta o que isso tem a ver com o turismo, mote desta coluna? 

Pois bem! Se você fuçar o catálogo da Netflix vai encontrar uma outra série chamada Turismo Macabro, onde o jornalista David Farrier percorre vários lugares ao redor do mundo marcados por episódios considerados macabros como um lago radioativo formado por uma explosão nuclear no Cazaquistão. 

Pode parecer estranho, mas para quem gosta de viajar, o turismo macabro também encaixa no roteiro e o que não falta é lugar para fazer visitas e conhecer in loco histórias que marcaram a humanidade. 

No caso do acidente com o Césio-137, como viajante, jornalista e telespectador da série, confesso que me interessei em conhecer os lugares relacionados ao acidente. Já fui várias vezes em Goiânia, mas passei batido nos locais até hoje interditados na capital goiana, como os terrenos do Instituto Goiano de Radioterapia, onde a cápsula radioativa foi retirada; do ferro-velho do Devair, onde o material foi levado e espalhado pela cidade; a Rua 26-A, do Setor Aeroporto, onde se abriu a cápsula e a área da Rua 19, no Centro, onde um dos catadores recebeu um pedaço do material. 

O que se sabe é que parte desses locais foi repovoada após passar por anos de monitoramento, remoção do solo, demolições e limpeza, enquanto outros até hoje estão vazios, como um memorial vivo da tragédia que se abateu sobre Goiânia. 

Turismo Macabro em Goiânia

É claro que Goiânia não vive de “turismo macabro” e tem muitos locais bacanas, cultura e culinária que valem a pena a visita, mas para quem gosta de conhecer a história do lugar que viaja, é uma boa oportunidade de saber mais desse caso. 

E a história do acidente com o Césio-137 não se resume a Goiânia. Toneladas de lixo radioativo foram recolhidas e levadas a um depósito subterrâneo distante cerca de 20km da capital, no município de Abadia de Goiás. 

São seis mil toneladas de escombros, roupas, mobílias, eletrodomésticos, ruas inteiras, veículos e tudo que foi contaminado pelo pó azul brilhante que se espalhou por lá.

O espaço é um depósito definitivo, monitorado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e que está apto a isolar todo esse perigo por 300 anos. 

São duas caixas de concreto superprotegidas, vigiadas 24h por dia, no Parque Estadual Telma Ortegal, onde se localiza o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro Oeste (CRCN-CO). 

Visitas e Agendamentos

O Centro promove palestras ministradas pelo Centro de Informações, às terças, quartas e quintas-feiras no auditório José Júlio de Rosenthal. Os agendamentos podem ser feitos no número: (62) 3503-6143/6138.

Rodeio Festival de Abadia de Goiás

Abadia de Goiás também tem seus encantos e vive além desse depósito. Entre 29 de abril e 3 de maio, a cidade vai sediar o quarto Rodeio Festival de Abadia de Goiás, que terá atrações nacionais e promete movimentar a economia local.

E você, teria interesse em fazer um turismo macabro?

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