Na foto “The different one”, de Dirk Koster, uma pequena girafa aparece entre outras no Parque Nacional Maasai Mara, no Quênia. A posição de uma árvore de acácia faz parecer que o animal está usando a vegetação como um enorme chapéu.
Uma girafa que parece usar uma árvore como chapéu, um orangotango aparentemente irritado com o fotógrafo e focas que dão a impressão de estar rindo estão entre os registros finalistas do Comedy Wildlife Photography Awards 2026, que reúne algumas das imagens mais inusitadas e engraçadas da vida selvagem.
Neste ano, a competição recebeu mais de 10 mil fotografias de 112 países, o maior número de inscrições desde sua criação, em 2015. Entre os finalistas estão fotógrafos de países como Peru, Índia, Singapura, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.
As imagens mostram animais em situações curiosas, flagrados em momentos que, vistos pela perspectiva humana, parecem cenas de comédia.
Confira abaixo alguns destaques:
Outros registros chamaram atenção
Entre as fotografias selecionadas também está “This is my best side”, de Natalie Veekmans, que mostra dois castores na região de Ardennen, na Bélgica, em uma posição que parece ter sido cuidadosamente ensaiada para a câmera.
Em “Morning calisthenics”, Scott Suriano fotografou um urso-pardo no Alasca que parece estar fazendo uma sequência de exercícios logo pela manhã.
O esquilo de “Little Godzilla”, de Udo Harms, aparece em Hannover, na Alemanha, com um pedaço de grama na boca, criando a impressão de uma criatura muito maior do que realmente é.
Tem até “beijo” entre aves
A fotografia “The Secret Kiss”, de Jeetendra Chaware, mostra dois periquitos-de-asa-azul no sul da Índia em uma posição que faz parecer que as aves estão se beijando.
Já em “Two birds, one vision”, Lynn Emery registrou duas pequenas corujas no deserto de Al Qudra, em Dubai. A posição dos animais cria uma ilusão de ótica e faz parecer que existe apenas uma ave na imagem.
Outra fotografia curiosa é “Angry Bird”, de Jan Wittmet. Um pequeno pássaro olha diretamente para a câmera com uma expressão que parece de poucos amigos.
Animais em situação inusitadas
A lista de finalistas ainda reúne um camaleão que parece estar surpreso por estar no chão, um filhote de texugo descansando no meio de uma floresta sueca e uma leoa empurrando o próprio filhote.
Em “Just a gentle nudge… for traffic discipline”, Shaliza Singhal usou a perspectiva para criar a impressão de que um elefante no Parque Nacional de Amboseli, no Quênia, está afastando um carro com uma das patas.
Também há um tubarão-baleia que parece observar de perto um pequeno peixe, um urso-polar olhando para uma gaivota e uma águia-de-cauda-branca fotografada enquanto caminha pela paisagem na Finlândia.
Entre os registros mais curiosos está ainda “Fish-headed bird”, de Eigil B Jensen, em que uma ave aparece carregando um peixe na boca, criando uma imagem que parece uma mistura dos dois animais.
Até “Elvis” apareceu
A fotografia “Elvis”, de Paolo Torre, foi feita no Brasil e mostra um jacaré que, segundo a descrição do concurso, parece estar fazendo uma referência ao famoso cantor americano.
Também estão entre os finalistas uma lebre que parece ter acabado de soltar um “pum”, um falcão que lembra um bailarino em pleno movimento, dois ursos-pardos que parecem estar contando uma piada e um jovem babuíno que exibe sua força.
Há ainda uma fotografia de um leopardo saltando de seu esconderijo, um filhote de elefante aparecendo no meio da vegetação e um suricato aparentemente arrumando o “cabelo” de outro.
Humor para falar de conservação
Apesar do tom divertido das fotografias, o prêmio tem um objetivo que vai além de provocar risadas.
Criado em 2015 pelos fotógrafos profissionais Paul Joynson-Hicks e Tom Sullam, o Comedy Wildlife Photography Awards também busca chamar atenção para a conservação da vida selvagem.
Neste ano, a competição apoia a Born Free Foundation, organização internacional voltada ao resgate e à proteção de animais silvestres contra exploração e à conservação de espécies ameaçadas e seus habitats.
Segundo Tom Sullam, a ideia é usar o humor para aproximar as pessoas dos animais e estimular a empatia pela vida selvagem.
“Usamos o humor para fazer as pessoas sentirem empatia pela vida selvagem”, afirmou Sullam.
A competição, que começou com uma proposta pequena nas planícies do Serengeti, chegou à edição de 2026 com participação recorde e fotógrafos de diferentes partes do mundo.
As imagens finalistas mostram que, diante de uma câmera, os animais também podem render alguns dos registros mais inesperados da natureza.
Veja as demais fotos:
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