O ambiente do futebol de repente virou uma arena capaz de dar inveja a Russell Crowe, que eternizou Máximus Décimus no bom filme Gladiador. Ali, a luta era pela sobrevivência apenas na arena. Matar ou morrer. Hoje, no ambiente que cerca o futebol, a masculinidade exacerbada virou algo assustador, do gramado às imediações dos estádios. E nem precisa ser na rua ao lado.
No último sábado, vândalos de Paysandu, Remo e Vasco tornaram a Almirante Barroso, perto da Curuzu e do Baenão, uma praça de guerra. Muitas pessoas no entorno, nas paradas de ônibus ou andando nas ruas, não tinham nada a ver com o peixe e ficaram no meio do fogo cruzado. Detalhe: a partida entre Remo e Vasco foi disputada a quilômetros dali. A polícia chegou, apreendeu alguns, e todos já devem estar soltos por aí.
Comportamento nos jogos
A cena contrasta com o comportamento da maioria da arquibancada, hoje formada por pessoas mais sociáveis, digamos assim. Já em campo, o que estamos vendo pelos jogos na TV e até mesmo alguns em Belém é a exacerbação da brabeza contra qualquer adversário ou arbitragem. Em dois jogos seguidos, sabe-se lá por que desse fetiche, dois jogadores do Corinthians foram expulsos por mostrar as genitálias para extravasar. É muita testosterona acumulada para justificar tal gesto.
Fora isso, qualquer disputa por lateral vira um show de palavrões e peitadas. Claro que o futebol tem essa particularidade do confronto, não dá para pedir por favor, ninguém tem sangue de barata. Mas é preciso tomar um chá de camomila antes e focar mais no espetáculo e não em provar quem é mais homem que o outro.
A culpa é de quem?
Isso passa também pela responsabilidade dos clubes, que não educam seus “colaboradores” e que também passam pano para os desordeiros das organizadas. A festa é bonita, agitam legal, mas precisam banir quem só faz arruaça. Não fazendo isso, também são coniventes.
Voltamos a qualquer momento…
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