Uma imagem que viralizou nas redes sociais mostrando o suposto resgate das crianças Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos) nos Estados Unidos foi criada por Inteligência Artificial (IA) e não representa uma confirmação de localização dos irmãos.
O alerta e o esclarecimento foram feitos pela advogada da família, Nathaly Moraes.
Apesar da falsidade da foto, as investigações oficiais ganharam um desdobramento internacional decisivo nesta quarta-feira (09/9).
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, esteve na sede da Polícia Federal, em São Luís, para realizar a coleta de seu material genético.
Exame de DNA e a atuação da Interpol
O exame servirá para comparar o perfil genético da mãe com o de uma criança localizada durante uma recente operação nos Estados Unidos, levantando a suspeita de que possa ser o menino Allan Michael.
Como os irmãos nunca tiveram documentos de identidade oficiais ou registros digitais no Brasil, o confronto de DNA é o único método seguro para confirmação.
Encaminhamento da amostra: A Polícia Federal informou que o material coletado pelo Setor Técnico-Científico será enviado ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para ser inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e disponibilizado à Interpol.
Rede com 197 países: A pedido da família, a PF solicitou a inclusão das crianças na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional que mobiliza polícias de 197 países na busca por pessoas desaparecidas.
Investigação em duas frentes: Enquanto a suspeita sobre Allan passa pela análise genética no exterior, a defesa revelou que existe uma outra linha de investigação em andamento para apurar o paradeiro de Ágatha Isabelly.
Veja as fotos:
Esperança após 8 meses de incertezas
O caso teve início em 4 de janeiro de 2026, quando Ágatha e Allan desapareceram enquanto brincavam na mata do quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), ao lado de um primo de 8 anos que foi localizado sozinho dois dias depois.
Após meses de varreduras intensas por terra, ar e rios envolvendo Exército, Marinha e centenas de voluntários, as buscas físicas foram reduzidas para focar na apuração criminal.
Para a mãe, a entrada da cooperação internacional renovou as forças após oito meses sem respostas concretas:
“Eu estou me sentindo muito confiante, porque até então estava tudo muito esquecido. O meu coração sempre fala que meus filhos estão vivos“, declarou Clarice.
Veja o vídeo publicado pelo @metropoles:
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