A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve negado pelo ministro Flávio Dino o pedido para revogar sua prisão preventiva ou convertê-la em prisão domiciliar no âmbito da investigação que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi publicada neste domingo (24), pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Dino, a reclamação constitucional apresentada pela defesa não era o instrumento jurídico adequado para contestar a prisão determinada pela Justiça de São Paulo.
O caso tramita na 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau, no interior paulista, e envolve acusações de organização criminosa, ocultação de patrimônio e lavagem de capitais. A defesa sustentou que Deolane possui uma filha menor de 12 anos e, por isso, teria direito à substituição da prisão preventiva por domiciliar, com base em entendimento anterior do STF. Os advogados também alegaram que a influenciadora possui residência fixa, atividade profissional lícita e renda compatível com o patrimônio exibido nas redes sociais.
Sem ilegalidades para justificar habeas corpus
Na decisão, Flávio Dino afirmou não identificar ilegalidade evidente que justificasse a concessão de habeas corpus de ofício e ressaltou que eventuais questionamentos devem ser apresentados pelas vias recursais apropriadas. “A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal”, destacou o ministro no despacho reproduzido pela imprensa nacional.
A prisão de Deolane ocorreu durante operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo deflagrada na última quinta-feira, 21 de maio. As investigações apontam suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis e uso de empresas para ocultação patrimonial. O Ministério Público afirma que a influenciadora teria sido utilizada como figura pública para misturar recursos ilícitos com receitas de origem legal.
Acusada permanece presa preventivamente
A defesa da influenciadora nega qualquer ligação com facções criminosas e sustenta que a renda da advogada decorre de contratos publicitários, atividades empresariais e atuação profissional. Até o momento, Deolane permanece presa preventivamente enquanto as investigações seguem em andamento na Justiça paulista.
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