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Filme de Dona Onete chega em novembro aos cinemas

A diretora Mini Kerti posa ao lado de Dona Onete. FOTO: NAY JINKNSS/DIVULGAÇÃO

Está confirmado: o documentário “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui”, que conta a trajetória da cantora paraense, chegará aos cinemas brasileiros em 26 de novembro. Produzido pela Conspiração, o filme inaugura a atuação da empresa como distribuidora, com a proposta de fazer chegar essa história a todo o país, depois de uma passagem bem-sucedida pela rota de grandes festivais.

A obra teve sua primeira exibição no Festival do Rio 2025, onde Mini Kerti recebeu o prêmio de Melhor Direção. O documentário passou por diferentes telas, cidades e públicos no Brasil e no exterior. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo exibiu o filme, que voltou ao Pará durante a COP30. No Festival Pan-Amazônico de Cinema, conquistou o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular.

O Hot Docs Canadian International Documentary Festival, em Toronto, um dos principais festivais de documentário do mundo, também selecionou o filme. Assim como o MIMO, em Guimarães, em Portugal.

Como Dona Onete, filme chegou longe

E desde que encontrou o público pela primeira vez, o filme dirigido por Mini Kerti vem seguindo um percurso que parece dialogar com o da própria Dona Onete, de atravessar fronteiras sem perder o lugar de onde veio. Como define a diretora, sobre o caminho que não pôde prever ao iniciar o filme:

“Talvez seja essa a viagem mais inesperada do filme: quanto mais longe Dona Onete vai, mais o seu pedaço de mundo viaja com ela. Uma história tão profundamente ligada ao Pará encontrou reconhecimento muito além dele”

Com roteiro de Carol Albuquerque e Victor Nascimento, e edição de Moema Pombo e Yan Motta, o longa acompanha a cantora e compositora paraense a partir de um olhar íntimo sobre sua vida, sua relação com a música, a floresta amazônica e os povos ribeirinhos.

Produção revela retrato íntimo da cantora

Filmado entre rios, matas, festas populares e territórios ribeirinhos do Pará, a produção constrói um retrato íntimo de Dona Onete, entre sua vida, sua música e o lugar onde sua história foi formada, às margens dos rios. Costura sua criação artística com a atuação como professora, ativista, pesquisadora e guardiã de saberes amazônicos,  antes de começar a cantar, depois dos 60 anos.

Hoje, aos 87 anos, Dona Onete é uma estrela da música amazônica, com trânsito em grandes palcos e turnês internacionais. Mas o primeiro disco só foi lançado aos 72 anos, dando início a um percurso singular na música brasileira.

O novo cartaz do filme divulgado esta semana. FOTO: DIVULGAÇÃO

Filme difere de cinebiografias tradicionais

No documentário, Mini kerti fugiu dos formatos tradicionais de cinebiografias musicais, abrindo caminho a partir de tempo da convivência e da confiança. “Meu interesse era criar um espaço de escuta e troca, onde a história dela pudesse emergir com força e delicadeza”, conta Mini Kerti.

Dona Onete compartilha memórias e conhecimentos sobre culinária, ervas, rituais e ritmos da região, entre cantorias e conversas, além de conversas com amigos como Dira Paes, Aíla, Emicida, Fafá de Belém, Gaby Amarantos, Jaloo e Manoel Cordeiro. “Na vida, eu navego como num rio. Eu não sei onde vou chegar”, diz Dona Onete.

O documentário conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e do Nubank, além de patrocínio do Itaú Cultural. A produção é da Conspiração, com coprodução do Canal Brasil e Hysteria

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