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Ferrari elétrica de R$ 3 milhões quebra tradição da fabricante e esgota em tempo recorde; veja os detalhes

Primeiro esportivo elétrico da marca italiana tem lote inicial esgotado na China. Interior do novo modelo traz painel digital com foco na experiência de condução.

A Ferrari iniciou uma nova e controversa fase em sua história. Lançada oficialmente com grande repercussão, a Ferrari Luce, primeiro automóvel totalmente elétrico de produção da fabricante italiana, dividiu opiniões globalmente por conta de seu design. O visual foi considerado por críticos e entusiastas uma ruptura radical em relação ao estilo tradicional e purista da marca de Maranello.

Apesar da polêmica em torno de suas linhas estéticas, o desempenho comercial do superesportivo superou as expectativas iniciais no maior mercado automobilístico do mundo. Segundo informações publicadas no dia 4 de julho de 2026 pelo portal especializado Car News China, todas as 88 unidades do primeiro lote destinado ao país asiático foram comercializadas rapidamente, resultando em vendas totalmente esgotadas.

Sucesso comercial no mercado chinês

O sucesso comercial imediato representa um sinal positivo para a montadora italiana, que tenta recuperar espaço em uma região considerada estratégica para a expansão global de veículos eletrificados de altíssimo luxo. O modelo desembarcou no mercado chinês com preço inicial de 3,98 milhões de yuans, o equivalente a cerca de R$ 3 milhões em conversão direta.

Embora mantenha o posicionamento de preço elevado, a Ferrari Luce se beneficia diretamente de políticas de incentivo e vantagens tributárias que tornam sua aquisição mais competitiva. Diferentemente dos superesportivos movidos a gasolina, o novo veículo elétrico da marca está totalmente isento do imposto de consumo de 40% aplicado pelo governo chinês a automóveis de luxo com motores convencionais a combustão.

Motorização exclusiva e propulsores elétricos

Com o lançamento da Luce, a fabricante busca superar os obstáculos governamentais e ampliar sua fatia de vendas. Tecnicamente, o esportivo se destaca pela motorização exclusiva de quatro propulsores elétricos independentes. Dois motores atuam no eixo dianteiro, desenvolvendo 286 cavalos de potência, enquanto os outros dois são responsáveis pela tração traseira, entregando 843 cavalos.

Quando o condutor aciona o modo Boost, a potência combinada atinge impressionantes 1.050 cavalos. Conforme os dados técnicos oficiais divulgados pela Ferrari, o modelo acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 2,5 segundos e atinge uma velocidade máxima limitada de 310 quilômetros por hora. O sistema de alimentação é composto por um pacote de baterias com capacidade de 122 quilowatts-hora, associado a uma arquitetura elétrica moderna de 800 volts.

Essa engenharia permite recargas de alta potência em carregadores rápidos e garante maior eficiência energética. A autonomia máxima declarada pela fabricante italiana é de até 530 quilômetros rodados por carga completa, seguindo os padrões do ciclo global de testes WLTP.

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