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ECA Digital: veja o que muda na prática para crianças nas redes sociais

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O chamado ECA Digital já está em vigor e traz mudanças importantes no uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil. A nova legislação aumenta a responsabilidade das plataformas digitais e reforça o papel dos pais no acompanhamento da vida online dos filhos.

O decreto de regulamentação foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 18 de março de 2026, consolidando as novas diretrizes de proteção no ambiente digital.

Apesar das dúvidas que surgiram nas redes, a lei não exige que contas sejam apagadas imediatamente, mas adaptações serão necessárias nos próximos meses.

Novo ECA Digital traz regras mais rígidas para o uso da internet por menores e reforça o papel dos pais no controle e na segurança online de crianças e adolescentes. Foto: Reprodução

O que muda com o ECA Digital

Na prática, o ECA Digital cria novas regras para proteger menores na internet. Veja os principais pontos:

  • Contas de menores de 16 anos deverão estar vinculadas a responsáveis legais
  • Plataformas não poderão mais aceitar apenas a autodeclaração de idade
  • Conteúdos impróprios precisarão de sinalização mais clara
  • Perfis fora das regras poderão ser suspensos ou bloqueados

Ou seja, o acesso às redes sociais continua permitido, mas com controle mais rigoroso.

Preciso apagar a rede social do meu filho?

Não. A nova lei não obriga a exclusão de contas já existentes.

No entanto, especialistas alertam que os responsáveis devem se antecipar às mudanças e adequar o uso das plataformas às novas exigências.

O que os pais precisam fazer agora

Para evitar problemas com bloqueios ou irregularidades, a recomendação é:

  • Revisar as configurações de privacidade das contas
  • Acompanhar o conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes
  • Verificar a idade mínima exigida por cada plataforma
  • Estar preparado para autorizar ou vincular a conta ao responsável

Com a regulamentação, as próprias redes devem exigir comprovação de idade e autorização dos pais.

O que passa a ser proibido

O ECA Digital também estabelece novas restrições importantes:

  • Uso de dados de menores para publicidade
  • Monetização de conteúdos com exploração de crianças e adolescentes
  • Acesso facilitado a conteúdos como pornografia e jogos de azar

Além disso, plataformas passam a ser obrigadas a remover conteúdos abusivos e comunicar autoridades.

O que ainda falta definir

Mesmo em vigor, a lei ainda depende de regulamentação complementar da Agência Nacional de Proteção de Dados.

Entre os pontos que ainda serão detalhados estão:

  • Como será feita a verificação de idade
  • De que forma os pais autorizarão o uso das contas
  • Quais ferramentas de controle serão obrigatórias
  • Como será a fiscalização e punição das plataformas

Por que a lei foi criada

O debate ganhou força após denúncias de exploração de menores nas redes sociais, o que acelerou a tramitação do projeto no Congresso.

A proposta estava parada desde 2024, mas avançou rapidamente diante da pressão pública por mais proteção no ambiente digital.

Resumo: o que muda na prática

  • Não é preciso apagar redes sociais
  • Contas terão que se adaptar às novas regras
  • Pais terão papel obrigatório no acompanhamento
  • Plataformas devem implementar mudanças em breve

A expectativa é que o ECA Digital torne o ambiente online mais seguro — mas a adaptação será gradual e vai exigir atenção tanto das famílias quanto das empresas de tecnologia.

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